Inaugurada peça escultórica evocativa da libertação dos presos de Caxias

Uma peça escultórica evocativa da libertação dos presos políticos da prisão de Caxias foi inaugurada, no dia 10 de Junho, na Estrada de Gibalta, junto à Estação da CP de Caxias.

«Era Abril e do escuro, mais escuro, rompeu a aurora da nossa liberdade», pode ler-se na pedra calcária que ladeia a peça escultórica evocativa da libertação dos presos políticos que no dia 26 de Abril de 1974 se encontravam encarcerados pelo regime fascista na cadeia de Caxias.

Na iniciativa, Sérgio Vicente, autor da escultura, explicou o significado da mesma, salientando que pretendeu que fosse um apelo à liberdade e à democracia.

O membro da direcção da URAP José Pedro Soares, que pediu a palavra na qualidade de ex-preso político, sublinhou a importância do monumento, e recordou de forma vibrante e emotiva episódios dramáticos vividos na prisão. José Pedro Soares sugeriu ainda que, a exemplo do que aconteceu no Museu Nacional da Resistência e Liberdade, em Peniche, sejam gravados junto à escultura o nome de todos os presos que passaram pela prisão de Caxias.

Soares Rodrigues, da Associação 25 de Abril, historiou o papel do Movimento das Forças Armadas no derrube da ditadura e mencionou o nome dos oficias que estiveram directamente envolvidos na libertação dos presos políticos.

Por último, Isaltino Morais, presidente da Câmara de Oeiras, lembrou a importância do concelho na organização do Movimento dos Capitães.

Homenagem
A peça escultórica encontra-se em frente da estação ferroviária de Caxias, junto da entrada da Quinta Real, onde durante a ditadura elementos da PIDE permaneciam com cães para intimidar os familiares dos presos, que de longe os vinham visitar.

A cerimónia terminou com um curto momento cultural de música e poesia, tendo sido tirada uma foto de família com todos os ex-presos presentes a fim de perpetuar o acto.

O monumento é composto por uma escultura em aço, e uma faixa pedonal, com várias inscrições, nomeadamente o número de presos por cada ano, desde 1936 até 1974, apurado num trabalho realizado pela URAP junto da Torre do Tombo.

 



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