Venezuela desmonta com factos falsas acusações de Washington

A batalha frontal do governo da Venezuela contra a produção e o comércio ilícito de drogas deita por terra as tentativas com fins intervencionistas dos EUA de apresentar o país sul-americano como um «narco-Estado».

Em plena crise sanitária pela pandemia da COVID-19, o presidente Donald Trump ordenou aumentar a presença militar na região latino-americana, especialmente nas Caraíbas Orientais – teatro de operações de uma possível agressão armada contra a Venezuela – a pretexto da «luta contra o narcotráfico».

Lembra a Prensa Latina que as manobras agressivas surgiram após as infundadas acusações promovidas pela administração Trump contra o presidente Nicolás Maduro por supostamente liderar um dito «cartel de narcotraficantes» integrado por outros dirigentes do poder político-militar bolivariano.

Segundo Washington, a denominada «operação anti-droga» seria apoiada por 22 países da área, incluindo a Colômbia, principal aliada da Casa Branca na sua política hostil contra Caracas e – por acaso… – responsável por 70 por cento da produção mundial de cocaína, de acordo com o Gabinete da ONU contra a Droga e o Delito.

Ao contrário, a Venezuela apresenta factos na luta contra esse flagelo, em especial depois de expulsar do seu território a Agência para o Controlo de Drogas (DEA) norte-americana, numa decisão soberana adoptada em 2005 pelo então presidente Hugo Chávez.

Após a expulsão da DEA – acusada de promover a desestabilização e acções subversivas contra o governo bolivariano sob disfarce do combate ao narcotráfico –, as autoridades venezuelanas procederam à captura de mais de 100 importantes traficantes no seu território, indica um relatório do grupo de investigação e análise Missão Verdade.

Até 2019, as autoridades apreenderam na Venezuela 640 toneladas de diferentes estupefacientes, detiveram 152 chefes de organizações internacionais de tráfico de droga e efectuaram cerca de 200 operações militares para combater o narcotráfico, segundo a mesma fonte. Só no ano passado, os organismos de segurança capturaram mais de 300 toneladas de produtos químicos utilizados para o fabrico ilícito de drogas.

De igual modo, as autoridades venezuelanas destruíram laboratórios e pistas de aviação clandestinas utilizados para a produção e o transporte de narcóticos, além de terem neutralizado cerca de 200 aeronaves que tentaram cruzar o espaço aéreo do país com a sua carga ilegal.

«Os relatórios da ONU, elaborados com rigor técnico, mostram que a situação do narcotráfico na Venezuela está muito longe de se assemelhar à da Colômbia, onde a ligação do governo ao tráfico é inocultável», assegura a Missão Verdade.

Além disso, «está longe de assemelhar-se à dos EUA: já em 2012 uma subcomissão do Senado informava que, por ano, entre 300 mil milhões e um bilião de dólares de origem criminosa são lavados pelos bancos em todo o mundo, sendo que a metade desses fundos transita por bancos norte-americanos».

Hoje, para Caracas, a «pantomina norte-americana» de colocar a Venezuela no centro da «cruzada contra o narcotráfico» constitui um episódio mais nos seus esforços para provocar no país uma «mudança de regime» por vias antidemocráticas.

O governo bolivariano garante que a administração Trump «pretende agredir a Venezuela com infâmias e ameaças» numa tentativa de desviar a atenção da situação humanitária existente nos EUA, como consequência da resposta errática das suas autoridades face à pandemia de COVID-19.




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