Governo francês adiou segunda volta das municipais

O primeiro-ministro de França, Edouard Philippe, propôs às forças políticas do país o adiamento para 21 de Junho da segunda volta das eleições municipais, face ao crescente impacto da pandemia do Covid-19.

A medida foi apresentada, na segunda-feira, 16, numa vídeo-conferência com os presidentes da Assembleia Nacional e do Senado e os líderes dos partidos e grupos parlamentares.

A proposta governamental inclui o congelamento dos resultados da primeira volta das eleições, realizada no domingo, 15, com uma abstenção sem precedentes, estimada em cerca de 55 por cento dos quase 48 milhões de franceses convocados para as urnas.

Esta abstenção supera em quase 20 pontos o anterior recorde abstencionista (36,4 por cento), registado na primeira volta das municipais de 2014.

De todos os sectores políticos tinham surgido apelos ao presidente Emmanuel Macron para o adiamento das eleições, tendo em vista concentrar esforços e recursos na luta contra o Covid-19.

Nas municipais apresentaram-se à volta de 900 mil candidatos, disputando em cerca de 35 mil comunas meio milhão de postos de vereador. Serão estes vereadores que, eleitos, terão de escolher os presidentes de câmara.

Em relação aos resultados da primeira volta, destaque para Paris, onde a actual presidente da câmara e candidata à reeleição, Anne Hidalgo, do Partido Socialista, chegou à frente com 30 por cento dos votos, ainda longe da vitória. Ficaram depois a representante da direita tradicional, Rachida Dati (Os Republicanos), com 22 por cento, e a candidata do partido de Macron, a ex-ministra da Saúde Agnès Buzyn (A República em Marcha), com 17 por cento.




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