Venezuela inicia segunda fase de exercícios militares de defesa
MOBILIZAÇÃO O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, ordenou a mobilização das Forças Armadas para o começo da segunda fase dos exercícios militares Escudo Bolivariano 2020.
Extrema-direita prepara novas «guarimbas» e actos terroristas
O presidente Nicolás Maduro anunciou manobras militares com o objectivo de fortalecer a união cívico-militar e elevar a prontidão operacional da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) para garantir a defesa da integridade territorial, a estabilidade e a independência da nação.
A instituição militar iniciou os planos operacionais, na madrugada de segunda-feira, 9, nos estados de Miranda, La Guaira, Apure e Bolívar e no distrito capital, com o objectivo de «pôr à prova todos os planos de campanha para a protecção militar da Venezuela», desenhados pelo Comando estratégico Operacional da FANB (Ceofanb).
Maduro indiciou que os exercícios militares Escudo Bolivariano 2020 permitirão assegurar a defesa das zonas estratégicas da Venezuela que possam ser atacadas, contando os exercícios com a participação de todas as componentes das forças armadas, incluindo a Milícia Nacional Bolivariana.
O chefe do Ceofanb, Remigio Ceballos, revelou por sua vez que durante as manobras serão levadas a cabo buscas de grupos armados e outras acções de contra-inteligência para assegurar a defesa e a paz no país. «Toda a força armada [está] mobilizada em exercícios de resistência de cidades, de inteligência e contra-inteligência, de procura de grupos armados. Os objectivos que fixámos é a busca de toda a ameaça externa ou interna para garantir a defesa integral da nação», especificou o alto comando militar.
Extrema-direita provoca
A extrema-direita venezuelana volta a trilhar os caminhos já antes percorridos das notícias falsas e da desinformação, com o objectivo de gerar um cenário propício a acções violentas com fins desestabilizadores.
O governo da Venezuela apresentou na semana passada provas da montagem elaborada por um sector radical da oposição e informações publicadas sobre um suposto atentado contra o deputado Juan Guaidó, na cidade de Barquisimeto.
De acordo com a denúncia do executivo venezuelano, este tipo de «falsos positivos» (atentados encenados) fazem parte dos preparativos das manifestações convocadas pelo cabecilha opositor para esta semana, com o propósito de instaurar a violência.
O ministro da Informação, Jorge Rodríguez, deu a conhecer a detenção do cidadão Climaco Medina, aliás «El Caracas», responsável por apontar uma arma de fogo ao deputado oposicionista, reconhecido por Washington e aliados como presidente «interino».
De acordo com o testemunho do próprio detido, colaboradores próximos de Guaidó contrataram Medina para apontar um revólver, mas sem disparar, ao deputado. Jorge Rodríguez assegurou que os organizadores desta provocação tinham como objectivo «fabricar» uma fotografia que foi logo enviada a um meio internacional para publicação.
O governo venezuelano tem acusado sectores de extrema-direita de financiar grupos de delinquentes e máfias locais para servir de instrumento de novas «guarimbas» [manifestações violentas] e actos terroristas.