Chile: processo constituinte terá paridade entre mulheres e homens

É uma vitória histórica das mulheres chilenas: a consigna do movimento de mulheres no Chile Nunca mais sem nós tornou-se realidade na semana passada ao ser aprovada pelo Congresso Nacional a paridade no processo que conduzirá a uma nova Constituição no país. Após longos debates nos últimos meses, o Senado chileno aprovou a norma que estabelece a paridade na Convenção Constituinte que for eleita para redigir a nova Constituição, no caso da opção pela aprovação ganhar no referendo previsto para 26 de Abril próximo.

A votação dos senadores resultou em 27 votos a favor, sete contra e quatro abstenções, poucas horas depois da Câmara de Deputados ter também aprovado a proposta, por 98 votos favoráveis, três contra e 52 abstenções. Em ambos os casos, e face a uma pouco frequente unidade da oposição, os votos contra e as abstenções foram dos partidos da direita, principalmente da União Democrata Independente. Já os legisladores da Renovação Nacional optaram por votar a favor da paridade.

A aprovação desta medida marca uma mudança significativa num país onde as mulheres sofrem grandes desigualdades, não só por serem vítimas de violência física mas também por serem discriminadas em todas as esferas.

A medida adoptada pelo Congresso ocorre numa semana em que as mulheres protagonizaram grandes manifestações populares que culminaram com uma marcha gigantesca, no domingo, 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, com a participação de mais de um milhão de pessoas.

Estudantes em luta

Com a chegada de Março e do fim das férias, mais de 30 mil pessoas encheram na sexta-feira, 6, à noite, a Praça da Dignidade, em Santiago do Chile, tal como se esperava, relançando os protestos populares que durante toda a semana foram protagonizados sobretudo pelo movimento estudantil.

Com o início de novo período escolar, os estudantes levaram a cabo na capital e noutras cidades manifestações contra o governo de Sebastián Piñera e a favor de uma educação pública de qualidade, entre outras exigências que aglutinam o vasto movimento social chileno que eclodiu a 18 de Outubro de 2019.




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