Frente Comum exige proposta credível

O Governo «tem de apresentar uma proposta credível, que recupere o poder de compra», defendeu a coordenadora da Frente Comum de Sindicatos, no dia 10, após uma reunião no Ministério da Modernização do Estado e da Administração Pública, onde foi anunciada a intenção de aumentar em sete euros (menos de um por cento) os salários até 683 euros, mantendo a actualização salarial de 0,3 por cento para todos os restantes níveis remuneratórios.

Aos jornalistas, Ana Avoila revelou que vai ser convocado um plenário de sindicatos da Frente Comum para o final deste mês. Aí será analisada a situação e deverão ser aprovadas formas de luta.

Esta nova ronda de reuniões com os sindicatos, que prossegue no dia 17, comprova que «o Governo teve de se chegar à frente» devido ao impacto da manifestação nacional e greve de 31 de Janeiro. Mas, como afirmou a dirigente, citada pela agência Lusa, a proposta de dia 10 não é suficiente e nada acrescenta aos dez anos de congelamento salarial.

Quanto à «abertura» do secretário de Estado da Administração Pública para discutir contrapropostas sindicais, Ana Avoila lembrou que o Governo ainda não apresentou a sua contraproposta às reivindicações apresentadas pela Frente Comum em Novembro.

Este incumprimento do Governo suscitara já fortes críticas da Frente Comum de Sindicatos, no dia 7, numa conferência de imprensa sobre o Orçamento do Estado, votado na véspera.

 



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