Militares admitem acções visíveis
Na moção aprovada por unanimidade e aclamação no dia 6, num encontro de militares realizado em Lisboa, foi incluída a consideração da possibilidade de «levar a efeito acções conjuntas, de visibilidade pública».
O encontro, com cerca de uma centena de participantes, decorreu durante mais de três horas, no auditório da Fundação D. Pedro IV, e foi convocado pela Associação Nacional de Sargentos, pela Associação de Oficiais das Forças Armadas e pela Associação de Praças.
As direcções associativas ficaram mandatadas «para especialmente desenvolverem iniciativas com vista a promover junto das entidades legislativas e político-administrativas competentes»: a «valorização salarial e das carreiras militares», a «revisão do Estatuto dos Militares das Forças Armadas e do Regulamento de Avaliação do Mérito dos Militares das Forças Armadas» e a «regulamentação do reconhecimento às associações profissionais de militares do exercício da representação colectiva dos militares e de negociação colectiva».
No mandato concedido às direcções da ANS, da AOFA e da AP constam ainda: a promoção de uma reunião ou encontro entre as associações e os militares; considerar, «adicionalmente e sem prejuízo das acções que autonomamente possam ser desenvolvidas por qualquer uma das associações», a organização de «acções conjuntas, de visibilidade pública, planeadas e organizadas pelas três associações».