Concentração no Hospital de Portimão para defender a saúde
PROTESTO A Comissão de Utentes do Serviço Nacional de Saúde de Portimão marcou para o próximo sábado, às 15h30, uma concentração à porta do Hospital. Exigem-se «respostas» para os problemas que se agravam.
A saúde é um direito consagrado na Constituição da República
O apelo à participação é feito a todos os utentes, profissionais de saúde e população de Portimão e do barlavento algarvio. Mais médicos, enfermeiros e auxiliares; melhorar os serviços de urgência e diminuir os tempos de espera; direito a nascer no Hospital de Portimão; defender e valorizar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), são as principais reivindicações, plasmadas num cartaz, onde se apela: «Todos ao Hospital de Portimão».
A Comissão refere que «o Algarve continua a ser uma das regiões mais afectadas pelas políticas de degradação do SNS». «As políticas de desinvestimento público, de encerramentos de serviços, de fusão e concentração de unidades hospitalares, de encerramentos e concentrações de extensões dos centros de saúde, de racionamento de meios, de manutenção das taxas moderadoras são, entre outras, marcas do ataque verificado ao longo dos anos ao SNS», lamentam os utentes.
No texto refere-se, também, que «a criação do Centro Hospitalar do Algarve, sem a construção de um hospital central de referência, não veio em nada melhorar a situação dos hospitais existentes».
No Hospital de Portimão os problemas agravaram-se, como se constata na «falta de condições de trabalho e atendimento», nos «elevados tempos de espera para consultas e cirurgias», no «estado do Serviço de Urgências» e na «gritante falta de médicos, enfermeiros e auxiliares».
«Os cuidados públicos de saúde têm piorado em quantidade e qualidade e, com isso, facilitam-se as condições para uma gradual transferência dos cuidados de saúde para os grupos privados que operam no sector e que sobrevivem à custa dos bolsos dos doentes e dos recursos públicos que são desviados do SNS», alerta a Comissão de Utentes.
Guarda
Sandra Pereira, deputada do PCP no Parlamento Europeu, acompanhada por dirigentes locais e nacionais do Partido, participou, em Seia, no passado dia 8, numa acção em defesa do SNS. No protesto, promovido pelo Movimento em Defesa dos Serviços Públicos de Saúde, a deputada solidarizou-se com a população que reivindicava, para além do carácter público dos serviços, mais meios, profissionais e investimento no sector.
A delegação do PCP acompanhou os manifestantes no cordão humano que uniu o Centro de Saúde e o Hospital de Seia, onde se ouviram as palavras de ordem «A saúde é um direito, sem ela nada feito», «O público é para todos, o privado é só para alguns» e «Lutar, lutar, para a saúde salvar».
Setúbal
Na sexta-feira, 7, mais de uma centena de pessoas participou na vigília promovida pela Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro (CUSP) contra o pagamento do parque de estacionamento no Centro Hospitalar Barreiro-Montijo. Entre muitos outros, estiveram presentes Pedro Estrela, vereador da CDU na Câmara Municipal do Barreiro, Nuno Fialho Cavaco, presidente da Junta de Freguesia da Baixa da Banheira, e Joaquim Correia, da Direcção Nacional do Partido Ecologista «Os Verdes».
O protesto contou com o apoio da União de Sindicatos de Setúbal/CGTP-IN, da Associação de Mulheres com Patologia Mamária e da Comissão de Utentes de Saúde da Baixa da Banheira, concelho da Moita.
O Governo tem de dar resposta
Numa acção de sensibilização e denúncia, realizada no dia 6 de Fevereiro, a Plataforma Lisboa em Defesa do SNS reclamou respostas do Governo relativamente «à falta de profissionais nas várias unidades de saúde, nos cuidados de saúde primários, nas urgências dos hospitais, às longas listas de espera para consultas e cirurgias de várias especialidades, no acesso aos meios complementares de diagnóstico, nos cuidados paliativos e continuados».
«As pessoas esperam e desesperam porque há escassez de recursos e de profissionais no SNS. Muitos desses profissionais vão para o sector privado ou emigram, e os que ficam são confrontados com ritmos de trabalho intensos, muitas horas de trabalho extra, feriados em dívida, desvalorização das carreiras profissionais, dos salários e o trabalho precário», denuncia a Plataforma, em comunicado.