Palestinianos rejeitam «Acordo do Século»

REJEIÇÃO Em manifestações de rua na Cisjordânia e em Gaza, e perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas, os palestinianos rejeitaram o chamado «Acordo do Século» apresentado por Donald Trump.

Mahmoud Abbas defende dois Estados independentes e soberanos

Milhares de palestinianos, tanto na Cisjordânia como na faixa de Gaza, rejeitaram na terça-feira, 11, nas ruas, o «Acordo do Século», o plano de paz para o Médio Oriente apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

«Palestina não está à venda!» e «Não ao Acordo do Século!» eram dizeres de alguns dos cartazes empunhados pelos manifestantes, contam as agências noticiosas.

«Aqui estamos com o objectivo de derrubar o pacto da vergonha», afirmou o primeiro-ministro palestiniano, Mohammad Shtayyeh, ao discursar numa concentração realizada em Ramallah. «Não pedimos caridade, só queremos viver em paz e com dignidade», gritaram em coro os participantes na mobilização.

No mesmo dia, nas Nações Unidas, o presidente palestiniano, Mahmoud Abbas, rejeitou perante o Conselho de Segurança o plano de paz de Trump e denunciou a sua ilegalidade. «Tal projecto tenta legalizar o que é ilegal: a ocupação da Palestina por Israel, a construção de colonatos e o confisco e a anexação de terras árabes», sublinhou.

Falando numa sessão do Conselho de Segurança, Abbas dirigiu-se ao povo israelita dizendo-lhe que a construção de colonatos e a governação militar sobre outras pessoas não oferecerão segurança e paz aos judeus. «Só temos uma opção: ser parceiros e vizinhos, cada um no seu Estado independente e soberano», asseverou.

Abbas garantiu que a Autoridade Palestiniana está preparada para iniciar de imediato negociações com Israel, sob o patrocínio do quarteto composto por EUA, Rússia, Nações Unidas e União Europeia, com base nas resoluções internacionais sobre a Palestina. «Isso é possível se Telavive demonstrar um real interesse na paz», considerou.




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