EUA constroem na Síria duas novas bases militares
Os Estados Unidos estão a construir duas novas bases militares em zonas petrolíferas do Nordeste da Síria, na província de Haseke, informou a agência turca Anadolu. Em Janeiro passado, o presidente Donald Trump reafirmou que as tropas norte-americanas permanecem no país árabe por causa do petróleo e que deviam ter feito o mesmo no Iraque.
Segundo a agência noticiosa turca, soldados norte-americanos inspecionaram a região com helicópteros e a seguir enviaram equipamentos e materiais de construção para uma zona a Norte da cidade de Tel Berrak, perto do campo petrolífero de Rumeylan, onde começaram na semana passada a construir uma base militar.
Por outro lado, tropas dos EUA estão a transformar em base militar edifícios ocupados pela milícia curda YPG no centro da cidade de Haseke, próxima dos campos petrolíferos de Deir ez-Zor.
Entretanto, a Síria denunciou na terça-feira, 11, que a Turquia continua a sua agressão contra a soberania do país, deslocando mais tropas para as províncias sírias de Idlib e Alepo e atacando áreas povoadas e alguns alvos militares.
Em Damasco, uma declaração do governo sírio referiu que tais acções da Turquia «são uma tentativa de salvar os seus mercenários terroristas que estão a ser derrotados pelo Exército Árabe Sírio». O comunicado reitera «a rejeição categórica de qualquer presença turca» em território da Síria e assegura que isso «constitui uma violação flagrante do direito internacional e da soberania síria» e contradiz as declarações de Astaná e os entendimentos de Sochi a respeito da zona de distensão de Idlib».
A Síria apela à comunidade internacional no sentido de assumir os posicionamentos adequados, visando pôr termo ao comportamento agressivo do regime turco e ao seu apoio ilimitado ao terrorismo na Síria e na Líbia, e reafirma que estes ataques «não conseguirão devolver a vida às organizações terroristas».
Damasco assegura que «as forças do Exército Árabe Sírio continuarão a perseguir o que resta das organizações terroristas até à sua definitiva erradicação e a recuperar o controlo de todo o território nacional».