CDU alerta para graves problemas no Bairro do Viso
PORTO A CDU esteve, sábado, 11 de Janeiro, no Bairro do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) no Viso, com graves problemas emergentes.
Moradores reivindicam a reabilitação do bairro
Diana Ferreira, deputada do PCP na Assembleia da República (AR), e Ilda Figueiredo, vereadora na Câmara Municipal do Porto (CMP), integraram a visita, realizada a pedido dos moradores.
No Bairro do Viso os problemas são muitos e estão à vista de todos: infiltrações nas coberturas que ainda são de amianto; casas extremamente frias; na envolvente exterior, acesso às garagens sem pavimentação, espaços verdes descuidados, contentores do lixo partidos, inexistência de passadeiras e de sinalização de segurança para peões.
Os moradores queixam-se de uma incidência anormal de casos de cancro no bairro (com várias centenas de habitações), detido pelo IHRU, que em mais de 40 anos nunca viu uma reabilitação profunda por parte dos sucessivos governos.
Na cidade do Porto, o Instituto é responsável por outros bairros em estado semelhante, apesar de as rendas terem sofrido, nos últimos anos, um aumento significativo, em muitos casos acima dos 200 por cento.
Na passada segunda-feira, o Grupo Parlamentar do PCP questionou o ministro das Infra-estruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, sobre esta grave realidade. Na CMP, a vereadora Ilda Figueiredo vai também reivindicar a reabilitação dos espaços verdes envolventes a estes bairros, bem como medidas para garantir a segurança rodoviária, com maior sinalização e demarcação de passadeiras.
Reconhecimento do Grupo Desportivo do Viso
Durante a manhã, a delegação da CDU visitou o Grupo Desportivo do Viso, que, em 2019, concorreu ao Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) a fundos de apoio para a dinamização das modalidades do hóquei em campo. Este é o único clube da cidade do Porto que tem aquela modalidade em todos os escalões. A equipa feminina é campeã nacional em sala e em campo.
Por proposta da CDU, o grupo desportivo foi contemplado pelo fundo de dinamização do movimento associativo (orçamento municipal) para a reabilitação do pavilhão. Do Governo exige-se o reconhecimento deste trabalho associativo e do papel social junto das camadas mais jovens envolvidas, tendo em conta que a associação não cobra mensalidades aos praticantes de desporto.