Manuel Marrero foi eleito primeiro-ministro de Cuba
CONSTITUIÇÃO Cuba volta a ter um primeiro-ministro, como estabelece a sua nova Constituição da República. O parlamento elegeu chefe do governo o até agora ministro do Turismo, Manuel Marrero.
«Unidade, resistência, luta e emancipação são as chaves da vitória»
Em Havana, no Palácio das Convenções, o arquitecto Manuel Marrero foi eleito, no sábado, 21, pela Assembleia Nacional do Poder Popular para ocupar o cargo de primeiro-ministro. Será chefe do governo de Cuba nos próximos cinco anos.
O eleito foi proposto pelo presidente Miguel Díaz-Canel, de acordo com a nova Constituição do país, proclamada em Abril, após aprofundado debate e consulta popular. A proposta foi fundamentada pelo desempenho de Marrero como ministro do Turismo, assim como pela sua honestidade e dedicação.
É assim retomado o cargo de primeiro-ministro, que já tinha sido desempenhado pelo líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro, de Fevereiro de 1959 até à reforma constitucional de Dezembro de 1976, quando foi eleito presidente dos conselhos de Estado e de Ministros.
O parlamento cubano, neste IV período de sessões da sua IX legislatura, termina o ano com intensa actividade legislativa, dando cumprimento às disposições na nova Constituição.
Entre outras medidas, aprovou o orçamento do Estado para 2020, que assegura os serviços básicos à população e os recursos para o desenvolvimento de programas como o da construção de habitações, turismo, energias renováveis e infra-estrutura hidráulica, entre outros. O plano económico do próximo ano será submetido a consultas aos cidadãos, com o objectivo de envolver a população no seu controlo e execução.
Na sessão de encerramento da última sessão parlamentar de 2019, na presença do primeiro secretário do Comité Central do Partido Comunista de Cuba, Raúl Castro, o presidente da República destacou a capacidade de resistência do povo e governo cubanos face ao recrudescimento do bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos EUA.
A unidade, resistência, luta e emancipação são as chaves da vitória, afirmou Díaz-Canel, que felicitou o povo cubano pela sua atitude, agradecendo também a solidariedade internacional.