PCP exige solução para atrasos na atribuição de pensões
O problema do atraso na atribuição de pensões pela Segurança Social voltou anteontem a estar no centro do debate quinzenal, com Jerónimo de Sousa a sublinhar que «é preciso, de uma vez por todas, que o Governo tome as «medidas de reforço de pessoal do Centro Nacional de Pensões» necessárias à resolução do problema.
«Vai ou não o Governo tomar medidas com carácter de urgência para resolver o problema dos atrasos na atribuição de pensões pela Segurança Social?», indagou o Secretário-geral do PCP, lembrando que o problema não é novo e que se mantém não obstante as muitas promessas do Governo de que o resolveria.
Para muitos milhares de trabalhadores esse longo tempo de espera significa não saber «quando se podem reformar e qual o valor da sua pensão», afirmou o líder comunista, realçando que «ainda o ano de 2019 não acabou» e foram mais de 1500 as queixas relacionadas com este problema que deram entrada na Provedoria de Justiça, a juntar às 923 queixas recebidas em 2018.
Jerónimo de Sousa informou que o problema assume uma expressão ainda mais grave no que toca à «regularização atempada das prestações sociais, nomeadamente prestações por morte».
«Não esqueça os dramas pessoais e familiares que constituem este atrasos particularmente em relação ao atraso nas pensões e nas reformas, à questão dos subsídios. Ou, senhor primeiro-ministro, pensa que qualquer cidadão português tem dois mil euros para, enfim, pagar um funeral?», contrapôs Jerónimo de Sousa, exigindo que o problema seja «colocado e despachado com celeridade».
O Secretário-geral do PCP confrontou ainda o chefe do Governo com outras questões, nomeadamente com aspectos relacionados com a regulamentação da Lei de Bases da Saúde e com o apoio às Artes, que trataremos na próxima semana.