Até quando o desinvestimento na Educação pública?

PROTESTO Amanhã termina a semana de luta, iniciada a 9 de Dezembro, em todo o País, dos estudantes do ensino básico e secundário, que, perante gravíssimos problemas, exigem uma Educação de qualidade.

No Inverno passamos frio

Para hoje, 12 de Dezembro, estão agendados protestos nos distritos de Setúbal (nas escolas secundárias [ES] D. Manuel Martins, Francisco Simões e José Afonso), Lisboa (ES Marquês do Pombal) e Braga (ES D. Maria). Amanhã, sexta-feira, vão sair à rua os estudantes das ES Fernão Mendes Pinto (Setúbal), Padre António Vieira e Eça de Queiroz (Lisboa).

«Não temos um pavilhão polidesportivo, somos submetidos às condições meteorológicas, que determinarão o nosso bem-estar ou mal-estar durante as aulas de Educação Física, leccionadas no exterior ou então em salas de aula, sem espaço nem condições para a finalidade», alertam os alunos da Mendes Pinto, dando conta, também, da falta de funcionários, que não conseguem «dar resposta a tudo, comprometendo o bom funcionamento e segurança da escola».

Além disso, continuam, «no Inverno passamos frio» e «é flagrante a permanência de placas de fibrocimento, que contêm amianto, a servir de telhados na escola».

Faltam condições
Decorreram, entretanto, acções nas escolas Rodrigo de Freitas, Fontes Pereira de Melo, Padrões da Légua (Porto), João de Barros, EB2 de Corroios, EB2/3 de Vale Milhaços (Setúbal) e Camões (Lisboa).

No apelo intitulado «Até Quando?»,lançado pela Associação de Estudantes da Fernão Mendes Pinto, de Almada, interroga-se o Governo, do PS, sobre a falta de assistentes operacionais; escolas a necessitar de obras urgentes há anos; a presença de amianto nas escolas, colocando em risco os estudantes e todos os que lá trabalham; a falta de climatização; a desvalorização das vias profissionalizantes com uma sobrecarga horária e estágios não remunerados; Exames Nacionais em que se avaliam aprendizagens de três anos em 90 minutos; turmas sobrelotadas.

Estes problemas têm origem «em décadas de políticas de sucessivos governos que desinvestiram na Educação e permitiram que chegássemos a este ponto, mas que exigem intervenção do actual Governo», nomeadamente no próximo Orçamento do Estado para 2020.

 



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