PCP na linha da frente do combate necessário

COMÍCIO Em cada ano da sua governação, o PS tem optado pelas metas do défice, fazendo o País adiar a solução dos problemas, acusou Jerónimo de Sousa na Marinha Grande.

Há sempre dinheiro para os desmandos da banca

Num comício realizado na noite de sexta-feira, 29, no Grupo Desportivo e Recreativo das Figueiras, o primeiro a usar da palavra após o momento musical protagonizado por Manuel Pires da Rocha e Catarina Moura, foi André Martelo, dos organismos executivos da Organização Regional de Leiria do PCP. Lembrando o exigente ano de intervenção política e eleitoral, no qual «por vezes tivemos de ir encontrar forças onde achávamos que já não tínhamos», o dirigente comunista saudou o colectivo partidário pela resposta dada.

O Secretário-geral do Partido, intervindo no encerramento, também aproveitou para saudar os militantes comunistas, saudação que de resto estendeu «aos nossos amigos de «Os Verdes», da Intervenção Democrática» e «aos milhares de independentes e activistas da CDU que connosco estiveram em muitos destes combates». E aproveitando o balanço, chamou à atenção para os factores constantes entre um e outro mandato legislativo para lá dos resultados obtidos.

«O PCP não será agora, como não foi na legislatura que findou, parte de uma alegada “maioria”, mas sim força de oposição a tudo o que contrarie ou faça retroceder os interesses e direitos dos trabalhadores e do povo, e força indispensável para com a sua iniciativa se avançar na conquista de novos direitos», sublinhou Jerónimo de Sousa.

Com Independência, combate-se ilusões «sobre a natureza das opções da actual política, bem como o conjunto de limitações e constrangimentos que limitam e impedem a resposta plena aos problemas do País, o PCP vai prosseguir e intensificar a luta. Tanto mais que no programa e na proposta de Orçamento do Estado apresentados pelo Governo, lá está materializada «essa política deliberadamente construída para servir os interesses do grande capital. Essa política dita de “contas certas” para disfarçar a sua natureza neoliberal», qualificou.

Concentrando baterias em duas matérias-chave, como o investimento público e os salários, o Secretário-geral do PCP considerou que «O PS, em cada ano da sua governação, tem optado por ganhar um ano em relação às metas do défice», mas «o País perde um ano em relação à solução dos problemas». E indo mais ao concreto nas revigoradas intenções de liquidação dos serviços públicos e funções sociais do Estado, recordou que, enquanto «insinuam que é preciso fazer cortes, porque não há dinheiro para tudo», a verdade mostra que «há sempre dinheiro para dar cobertura aos desmandos da banca».

«Está aí mais uma factura de 1150 milhões de euros para o Novo Banco», exemplificou.

A mesma opção de classe identificou Jerónimo de Sousa quando são dadas «contrapartidas ao grande capital como compensação por aumentos salariais», atitude injustificável «quando se sabe que a distribuição do rendimento nacional é profundamente injusta, com os salários a permanecerem em níveis muito baixos», e se vê milhões de euros escaparem ao fisco enviados para paraísos fiscais.

«A solução dos problemas nacionais não encontra resposta na actual política», mas, insistiu Jerónimo de Sousa, «num novo rumo com outra política capaz de libertar o País das imposições externas e assegurar o seu desenvolvimento». Por isso, «o PCP inscreve como elemento central do seu posicionamento e objectivos», no actual quadro, «a afirmação da política patriótica e de esquerda e a construção da alternativa política que a concretiza», concluiu.




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