Alerta vigilante exige mais salário e direitos

«São muitos os vigilantes que empobrecem a trabalhar», pelo que «é necessário aumentar os salários e dar dignidade a quem trabalha». A denúncia e reivindicação consta no boletim de Dezembro do Sector da Vigilância da Organização Regional de Lisboa do PCP, no qual se lembra que depois de cerca de dez anos de congelamento nas remunerações, o patronato impôs aumentos faseados tendo como contrapartida o corte em direitos com expressão pecuniária, caso do pagamento do trabalho suplementar.

«Os patrões o que dão com uma mão, tiram com as duas», adverte, por isso, o PCP, para quem o caminho para travar a «sangria de direitos» no sector é a conquista de avanços como o pagamento das horas extra a 50 por cento na primeira e a 75 por cento nas seguintes; a reposição das diuturnidades; a valorização e reconhecimento das carreiras (no Porto de Lisboa tal não está a suceder, ao arrepio da lei, exemplifica-se); a redução do horário de trabalho para as 35 horas ou a valorização do trabalho prestado em período nocturno ou por turnos.

Neste último aspecto, aliás, o boletim informa os trabalhadores da vigilância que, no final do passado mês de Outubro, o Partido apresentou na Assembleia da República um projecto de lei para valorizar o trabalho nocturno e por turnos. De resto, iniciativa semelhante foi apresentada na anterior legislatura, merecendo, então o voto contra de PS, PSD e CDS, pese embora ser uma justa reivindicação laboral.




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