Um Dia de Salário para o Partido
O PCP volta a apelar, no final do ano, à participação de todos os militantes comunistas, amigos, democratas e patriotas para que, de acordo com as suas possibilidades, se juntem à campanha de recolha de fundos Um Dia de Salário para o Partido, com este valor de referência ou com outro que ache apropriado às suas possibilidades. Esta é uma forma de contribuir para a construção de um PCP mais forte.
Pela sua natureza e objectivos, o PCP não vive e não quer viver «à custa do Estado» ou de «subsídios». Pelo contrário, considera que os partidos devem viver essencialmente da recolha de fundos assente na iniciativa própria e na contribuição dos seus membros e simpatizantes, tendo inclusivamente proposto por diversas vezes cortes substanciais nas subvenções públicas, que PS, PSD e CDS impediram que se concretizassem. Em coerência, é de muito longe o Partido que menos depende deste tipo de financiamento: 11,2% face, por exemplo, 96% do CDS, os 82,7% do PSD, os 78,8% do BE ou os 69% do PS.
A independência financeira do Partido sempre foi e é fundamental para a sua independência política e ideológica. Daí ser possível afirmar, com inteira verdade, que os fundos recolhidos no âmbito desta campanha servem não a quem os recebe mas a quem os dá, pois cada cêntimo dá mais força à luta de quem trabalha, cada cêntimo dá mais força à luta por um Portugal com futuro.