Assim se vê...
Começou na passada semana mais uma legislatura.
Tomou posse o Parlamento, espaço de debate político, centro de produção legislativa, fórum de controlo e fiscalização da acção do governos.
Ali estão os que se apresentaram a eleições com pele de cordeiro, e com ela foram eleitos, para a seguir assumirem interesses diferentes ou mesmo antagónicos dos daqueles que os elegeram.
Mas estão também os que foram a sufrágio assumindo o seu compromisso com os trabalhadores e com o povo, com os seus salários e direitos, com os seus interesses e aspirações. E é isso que representam na sua acção parlamentar.
Os Parlamentos são o que são. Para alguns, decerto enebriados pelas longas passadeiras vermelhas dos seus corredores, são passarela de vaidades e montra de personalismos e/ou espaço de desejado remanso. Para outros, ringue de combates verbais, para esconder as muitas semelhanças com os seus «oponentes» de ocasião.
Para os comunistas portugueses, o Parlamento é espaço de acção, intervenção e luta. Cada iniciativa, cada proposta, cada declaração, cada pergunta insere-se na dinâmica geral de um Partido cujo compromisso primeiro é, sempre e só, com os trabalhadores, com o povo e com o país. É oportunidade para dar voz a cada trabalhador que estiver em luta, num plenário, numa greve, à mesa de uma negociação, para fazer, lá dentro, eco do grito que se ouve cá fora, nas empresas e nas ruas, contra a exploração e pelos direitos.
Para os eleitos do PCP, hoje como sempre, o Parlamento é espaço de proposta para uma vida melhor, para garantir a concretização de avanços nos direitos, de iniciativa pela ruptura com o rumo de décadas de política de direita.
Foi isso que fizemos nos primeiros dias de mandato. Assim se explica que, dos 64 projectos até agora entrados na AR, 31 sejam do PCP.
Os Parlamentos são o que são. Para nós serão sempre mais um campo de batalha na luta pela alternativa que defendemos e propomos ao povo Português.