Guardas em greve a partir de amanhã

Os guardas prisionais iniciam amanhã uma greve que se prolonga até terça-feira, exclusive. Para o primeiro dia de paralisação, o Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional (SNCGP) agendou um protesto frente ao Ministério da Justiça (MJ).

Em causa estão matérias não resolvidas pelo Governo em quatro anos de legislatura, designadamente questões relacionadas com a avaliação de desempenho e o congelamento das carreiras.

Em declarações à Lusa, Jorge Alves, do SNCGP, lamentou que nem a Direção-Geral [de Reinserção e Serviços Prisionais] nem o MJ se tenham dignado, pela primeira vez em muitos anos de greves que realizámos, a marcar uma reunião. «Nem para discutir serviços mínimos, quanto mais chegar a um acordo e encontrar uma solução para podermos desmarcar a greve».

Os cerca de dois mil guardas prisionais deviam ter progredido na carreira em Janeiro deste ano, mas tal não se verificou. Acresce que «continuamos sem saber como é que conseguimos recuperar, a exemplo de outras carreiras da Administração Pública, o tempo de serviço congelado», afirmou o presidente do sindicato, de acordo com a mesma fonte.

Por outro lado, o recurso por parte da tutela sobre a decisão judicial que o obriga a pagar o subsídio de turno na totalidade é também alvo da contestação dos guardas prisionais.

Por fim, estes funcionários públicos reclamam a resolução de divergências em matéria de horário de trabalho e número de efectivos ao serviço.




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