Dar mais força à CDU que tem soluções para o País

SETÚBAL Francisco Lopes, o primeiro candidato da CDU pelo círculo eleitoral de Setúbal, assumiu o compromisso de desenvolver uma acção exclusivamente ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País.

No dia 19 de Junho, o Largo da Misericórdia, no centro da cidade de Setúbal, encheu-se de gente, de todas as idades, para manifestar o seu apoio à CDU. Sob o lema «Avançar é precioso! Andar para trás não», a iniciativa contou com a presença de Jerónimo de Sousa, mas também de deputados e dirigentes do PCP, autarcas da Península de Setúbal e do Litoral Alentejano, dirigentes sindicais e associativos, entre muitos outros.

Antes das intervenções políticas, o momento foi preenchido pelos cantares de intervenção de Valu Damásio, cancioneira dos nossos tempos, que se inspira nas lutas pela liberdade. Os cravos, rubros, que nos remetem para Abril, preencheram o espaço e foram, depois, distribuídos a todos. «Caxias», «Ansiedade» e «Tarrafal», música com Alberto Cruz, foram alguns dos temas interpretados.

Francisco Lopes começou por apontar alguns dos «compromissos» que a CDU assumiu na última legislatura com os trabalhadores e o povo do distrito de Setúbal.

«Lutámos pelos direitos dos trabalhadores, a valorização dos salários, emprego com direitos, horários dignos, melhores condições de trabalho, travámos medidas negativas e conseguimos avanços», destacou, sem esquecer, entre muitas outras medidas, a «gratuitidade dos manuais escolares, em toda a escolaridade obrigatória que se vai concretizar plenamente já no próximo mês de Setembro», bem como ao «aumento geral e extraordinário das pensões de reforma» e «pagamento do subsídio de Natal por inteiro».

A intervenção dos deputados do PCP e do PEV estendeu-se, também, à defesa dos micro, pequenos e médios empresários, dos agricultores e dos pescadores. Mas não só: «Persistimos na defesa do direito à saúde no plano dos hospitais e centros de saúde, das instalações, do alargamento de valências, dos equipamentos e da contratação de profissionais», mas também «do direito à educação e da escola pública, exigindo resposta aos problemas existentes».

Valorizado foi igualmente o trabalho contra o encerramento dos CTT e agências da Caixa Geral de Depósitos e pela sua reabertura. «Insistimos durante anos e finalmente foram ou estão a ser completadas as obras de reparação da EN4, entre Montijo e Pegões, e do IC1, entre Grândola e Alcácer do Sal.


Avançar na mobilidade

A questão dos transportes, mais concretamente a valorização e alargamento do passe social intermodal a toda a Área Metropolitana de Lisboa (AML), esteve em destaque no discurso de Francisco Lopes.

«O PCP, o PEV, a CDU, o movimento dos utentes e as populações lutaram ao longo dos anos pela concretização deste objectivo», que, poucos anos antes, em 2016, na AR, tinha sido chumbado por PS, PSD e CDS (BE absteve-se), recordou.

«Não desistimos, prosseguimos e conseguimos concretizar essa medida a partir de início de Abril, beneficiando a população da Península de Setúbal e de toda a AML», sublinhou Francisco Lopes, frisando que agora «é preciso avançar decididamente com o aumento da oferta ferroviária, fluvial e rodoviária, reforçando o investimento para responder às necessidades em equipamentos e trabalhadores».

Neste sentido, continuou, «é preciso melhorar a oferta em todos os modos de transporte», nomeadamente a reposição das carreiras e horários para o nível que tinham antes dos cortes de 2012; o reforço da CP na linha do Sado e o fim da PPP ferroviária com a Fertagus, integrando o serviço na CP; a reposição do serviço regional do CP no distrito; a expansão da rede do Metro Sul do Tejo; a criação duma carreira fluvial que ligue directamente Almada, Seixal e Barreiro.

Para Francisco Lopes impõe-se, igualmente, o reforço das verbas para manutenção dos comboios e barcos ao serviço e para a compra dos meios de transporte necessários, bem como para a admissão urgente dos trabalhadores em falta, particularmente nas áreas ligadas à operação e manutenção. A gratuitidade nos parques de estacionamento junto aos terminais de transporte para os utentes é outra das propostas da CDU.


Investir na região e no País

Francisco Lopes reclamou «investimento público» para a construção da terceira travessia do Tejo, a ponte rodo-ferroviária Barreiro/Lisboa, que «o Plano Nacional de Investimento não responde» por adiar a sua concretização pelo menos até 2030, e defendeu a construção do novo aeroporto de Lisboa na zona do Campo de Tiro de Alcochete, opondo-se, por isso, à opção do aeroporto no Montijo.

O candidato quer ainda ver concretizado o novo hospital no concelho do Seixal, que «não pode continuar a ser protelado», e avançou com a necessidade de «aumentar a produção na região e no País», promovendo «a reindustrialização, o aproveitamento das condições regionais no plano da agricultura, da pecuária e da floresta, no plano das pescas e do conjunto das potencialidade do mar e dos estuários, no plano do turismo».

Anunciando para breve a lista completa dos candidatos pelo círculo eleitoral de Setúbal, Francisco Lopes pediu «mais força» e «mais votos» na CDU. «Cada voto conta, cada voto decide mais ou menos um deputado, mais ou menos força para defender os trabalhadores e o povo», apelou.


PCP tem «propostas claras» para o SNS

A encerrar a sessão, o Secretário-geral do PCP responsabilizou PS, PSD e CDS pelos «défices estruturais, estrangulamentos e dependências» do nosso País, que enfrenta «assinaláveis problemas estruturais», também na área da Saúde.

Manifestou por isso «sérias preocupações» com o resultado que possa ter a nova Lei de Bases da Saúde, em fase de conclusão na Assembleia da República (AR). «É indispensável e imperioso mudar a Lei de Bases e clarificar sem ambiguidades a separação entre o sector público e o sector privado», apelou, acrescentando: «Não inscrever na lei o princípio da gestão pública do Serviço Nacional de Saúde (SNS), coisa diferente da mera responsabilidade pública como pretende o PS, significaria continuar a enfraquecer a resposta pública, favorecendo os grandes grupos monopolistas que operam no sector da Saúde e prejudicando os utentes, a boa utilização dos dinheiros públicos e o próprio SNS».

Como esclareceu Jerónimo de Sousa, o PCP foi o «único partido» que apresentou «propostas claras» na «garantia da gestão pública dos estabelecimentos do SNS» e «para pôr fim às parcerias público-privado (PPP)». «Tanto as propostas do PS como do BE deixavam a porta em aberto e permitiam a criação de novas PPP», salientou.

Acrescentou outra ideia: A política de direita, que «não é um mero slogan ou um conceito vazio», tem «um conteúdo e uma expressão muito concreta e uma natureza de classe bem determinada», pois «conduziu o País ao retrocesso», restaurando e consolidando «em Portugal o domínio do grande capital monopolista».

«Política de direita que tem como objectivo a reconfiguração do Estado a favor do capital monopolista, visando o esvaziamento do seu papel nas tarefas de promoção do desenvolvimento económico e de degradação e subalternização das suas funções sociais e a sua transferência para o sector privado em prejuízo do bem-estar das populações», advertiu.




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