Trabalhadores concentram-se hoje frente à EDP
REIVINDICAÇÃO Trabalhadores exigem clara melhoria das condições de progressão nas carreiras e nas remunerações, bem como uma negociação «séria e rápida» das matérias constantes do Acordo Colectivo de Trabalho (ACT).
E depois? «Depois logo se verá», foi a resposta dos patrões da energética portuguesa
Trabalhadores da EDP vão concentrar-se hoje, pelas 15h00, junto da sede da EDP, em Lisboa, como forma de «exigir a valorização das carreiras e dar força às negociações», anunciou a Fiequimetal/CGTP-IN.
Num comunicado distribuído nas empresas do Grupo EDP, a federação sublinha as razões que estão na base desta luta. «Ano após ano, a administração insiste numa política de redução das verbas disponíveis para o pagamento dos salários»; além disso, com a «política de redução de pessoal, vários trabalhadores estão sobrecarregados de tarefas, sem que tenham a devida valorização salarial».
Dizem os trabalhadores e as estruturas sindicais que estamos na «altura certa para os trabalhadores voltarem a dar a cara pela defesa dos seus direitos», já que «começaram as negociações sobre a valorização das carreiras dos trabalhadores mais recentes». Todavia, frisa-se ainda no comunicado, a administração «apenas admitiu que é necessário averiguar quantos são os abrangidos». E depois? «Depois logo se verá», foi a resposta dos patrões da energética portuguesa.
Entre outras exigências, aprovadas em Plenário Nacional de Delegados, os trabalhadores incluem uma clara melhoria das condições de progressão nas carreiras e nas remunerações, bem como uma negociação «séria e rápida» das matérias constantes do Acordo Colectivo de Trabalho (ACT).
Os sindicatos alertam também para as «possíveis consequências para os trabalhadores e para o País da aplicação do plano estratégico 2019/2022» congeminado pela administração.
Tudo isto explica a concentração de trabalhadores, delegados e dirigentes sindicais de hoje à tarde, junto ao edifício onde decorrerá a assembleia de accionistas da EDP.
No pré-aviso de greve, o secretariado da Federação Intersindical lembra que a «representação dos trabalhadores em greve é delegada, aos diversos níveis, nos sindicatos e as suas formas de representação descentralizada, nas comissões intersindicais e sindicais, delegados sindicais e piquetes de greve».