Sindicatos da Frente Comum mobilizam para dia 10
A exigência de aumentos salariais para os trabalhadores da Administração Pública ainda este ano, cumprindo o direito ao aumento salarial anual que é negado há nove anos, destaca-se nos motivos que levaram à convocação da manifestação nacional de dia 10, em Lisboa.
A expectativa de que esta jornada tenha uma grande adesão dos trabalhadores, devido ao grande descontentamento sentido, foi confirmada anteontem, dia 22, por Ana Avoila. A coordenadora e outros dirigentes da Frente Comum de Sindicatos deslocaram-se ao Ministério das Finanças, para formalizarem um pedido de reunião que tenha por objectivo a negociação de aumentos salariais.
Reagindo a declarações do ministro das Finanças, que remeteu para a próxima legislatura uma decisão sobre aumentos salariais na Administração Pública, a dirigente, citada pela agência Lusa, reafirmou que «vamos continuar, não vamos desistir de lutar por aumentos de salários este ano e não aceitamos que o Governo nos diga que não».
Contestou igualmente a ideia, lançada pelo ministro, de que os salários têm vindo a melhorar, pois a tabela remuneratória não é actualizada desde 2009. A Frente Comum, na proposta reivindicativa entregue ainda em Julho de 2018, reclama a actualização do valor dos salários e das pensões em 4 pontos percentuais, assegurando um mínimo de 60 euros.
Em apoio a estas exigências e demais pontos da proposta – dos quais a Frente Comum destaca a reposição e valorização de carreiras profissionais, a contagem de todo o tempo de serviço para efeitos de progressão, a revogação do SIADAP (avaliação) e a defesa dos serviços públicos –, os trabalhadores fizeram greve em toda a Administração Pública no dia 15 de Fevereiro. Ana Avoila admitiu agora aos jornalistas que, não se alterando a posição do Governo, sejam decididas novas lutas depois de dia 10.
A concentração está marcada para as 14h30, no Marquês de Pombal, seguindo a manifestação para a residência oficial do primeiro-ministro.