Palestinos manifestam-se em Gaza no Dia da Terra
PALESTINA Com novas manifestações na Faixa de Gaza, reprimidas brutalmente pelas autoridades israelitas, milhares de palestinos assinalaram o Dia da Terra e o primeiro ano da Grande Marcha do Retorno.
Povo palestino assinalou um ano da Grande Marcha do Retorno
O Conselho Nacional Palestino assegurou que o povo palestino defenderá firmemente a terra dos seus pais e avós, determinará o seu destino e regressará à sua terra originária.
No 43.º aniversário do Dia da Terra, um comunicado recorda a jornada de 30 de Março de 1976, quando milhares de palestinos se manifestaram contra o roubo das suas terras por Israel. A polícia israelita respondeu violentamente às manifestações, matando seis jovens. Desde então, os palestinos nos territórios ocupados e na diáspora comemoram nessa data o Dia da Terra.
No comunicado, emitido em Ramallah, o Conselho Nacional Palestino realça que a política de limpeza étnica contra o povo palestino levada a cabo por Israel desde 1948 não conseguiu desenraizar e afastar os palestinos da sua terra. E destaca que todos os actos de ocupação da Palestina, incluindo a expropriação de terras e a construção de colonatos, com a protecção e a conivência do governo dos EUA, são um ataque contra o direito internacional.
Neste sábado, 30, entretanto, foram mortos cinco palestinos e feridos mais de 200, pelas forças israelitas, que reprimiram com brutalidade os protestos da Grande Marcha de Retorno ao longo da vedação com que Israel isola a Faixa de Gaza.
Segundo informou, em Lisboa, o Movimento pelos Direitos do Povo Palestiniano e pela Paz no Médio Oriente (MPPM), centenas de milhares de palestinos participaram nas manifestações em Gaza, agitando bandeiras e entoando palavras de ordem.
As manifestações no Dia da Terra palestina marcaram também um ano de protestos semanais consecutivos da Grande Marcha do Retorno, que reclama o fim do criminoso bloqueio a que a Faixa de Gaza está sujeita há 12 anos e o direito dos refugiados a regressarem aos seus lares no território da Palestina histórica.
Desde 30 de Março de 2018, as forças israelitas recorrem sistemática e deliberadamente à força excessiva e letal para reprimir a Grande Marcha do Retorno, matando pelo menos 266 pessoas, além de ferir mais de 30 mil outros palestinos.