Defender a ADSE e resistir à chantagem
Jerónimo de Sousa não perdeu a oportunidade para se insurgir de novo contra o que apelidou de «chantagem» movida por alguns dos grandes grupos privados prestadores de cuidados de saúde, admitindo que os contornos desta operação vão muito para além da obrigatoriedade de devolverem os 38 milhões de euros facturados de forma ilícita.
«Estamos perante uma operação de chantagem, de quem faz da saúde dos portugueses um negócio e que por isso olha para o Serviço Nacional de Saúde como um concorrente que importa desvalorizar e reduzir a sua actividade, até à sua extinção, ou utilizar para transferir dinheiro público para acumular nos seus lucros», condenou o responsável comunista.
Daí querer saber se o Governo está ou não disponível «para tudo fazer» - nomeadamente através do reforço do SNS, ou mesmo por via da requisição dos serviços destes grupos, caso seja necessário – no sentido de garantir a prestação de cuidados aos beneficiários da ADSE e não ceder à chantagem destes grupos.
Com o primeiro-ministro a deixar esgotar o seu tempo, essa foi a pergunta que não obteve resposta.