Seixal afirma-se no País como pólo de desenvolvimento
PROJECTO A Câmara Municipal do Seixal (CMS) afirma-se como um dos principais pólos de desenvolvimento da região de Setúbal e do País. Centenas de postos de trabalho serão criados neste concelho.
Concretizar projectos da responsabilidade do Estado Central
No dia 13 de Fevereiro, a autarquia, de maioria CDU, aprovou uma tomada de posição onde são salientados os vários projectos e acções que a autarquia tem vindo a promover no âmbito do desenvolvimento do concelho e que irão incidir sobre a região e o País.
No novo Plano Director Municipal (PDM) foram praticamente duplicadas as áreas destinadas ao desenvolvimento económico, passando de 500 para 900 hectares, onde, para além das áreas envolventes à Siderurgia Nacional (SN) em Paio Pires, merecem destaque o Pinhal das Freiras, em Amora, com 100 hectares, ou a Quinta das Lagoas, em Corroios, com mais de 40 hectares.
O município do Seixal, que «outrora foi berço para a construção das naus e caravelas que descobriram o mundo» é hoje «terreno fértil para a inovação e qualidade de vida. Procurando aliar o desenvolvimento económico à imprescindível sustentabilidade ambiental», afirmou Joaquim Santos.
Exemplo desta situação foi a recente apresentação da empresa Hovione, que se virá instalar no concelho e criar centenas de postos de trabalho qualificado, e do anúncio da contratação de mais 100 trabalhadores para responder ao aumento de capacidade industrial da unidade fabril Siemens.
Território único
No quadro da intervenção urbana com vocação turística e na área envolvente à baía, Joaquim Santos anunciou que a CMS está «a desenvolver projectos» nas frentes ribeirinhas do Seixal e de Amora, assim como na restinga da Ponta dos Corvos, «procurando preservar o que de melhor temos: a autenticidade de um território único».
Em Dezembro de 2018 foi adjudicado o Hotel Mundet, um empreendimento turístico (com 84 apartamentos) de quatro estrelas na frente ribeirinha do Seixal, subordinado ao tema cortiça. Estão igualmente planeadas «mais unidades hoteleiras para o município, o que irá dinamizar e atrair ainda mais turistas».
Contudo, alertou o presidente da autarquia, «é necessário concretizar projectos da responsabilidade do Estado Central, que são factores de progresso e desenvolvimento social, fixação e criação de emprego, bem-estar e qualidade de vida para as populações, sendo também necessário que se salvaguardem os valores ambientais e de qualidade de vida das populações e se concretizem os projectos estruturantes fundamentais para a região e para o País».
Agir contra a poluição da SN
Na passada sexta-feira, os deputados da comissão parlamentar de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação visitaram as instalações da antiga Siderurgia Nacional (SN), em Aldeia de Paio Pires.
A empresa, do grupo espanhol Megasa, tem sido alvo de contestação por parte da Câmara Municipal do Seixal (CMS) e dos moradores que se queixam de problemas de saúde devido à poluição ambiental produzida pela fábrica.
No dia anterior (ver pág 15), Jerónimo de Sousa manifestou esperança de que «é possível compatibilizar» a actividade industrial com o meio ambiente, desde que a Agência Portuguesa do Ambiente e o Governo faça a «fiscalização necessária».
Joaquim Santos, presidente da CMS, condenou «um certo vazio» das entidades que devem licenciar o monitorizar aquilo que é a actividade industrial. Face à inércia dos vários organismos do Estado, a autarquia avançou com quatro estudos, estando um já concluído: do ruído, que mostrou claramente que em Setembro de 2018 a SN ultrapassou os limites legais. Estão a decorrer outros três estudos, um epidemiológico, uma carta da qualidade do ar e outro sobre os impactos da poluição na saúde dos cidadãos, que estarão concluídos em Junho deste ano.