Escangalhar a política de direita

Manuel Rodrigues

O presidente do PSD afirmou na passada segunda-feira que «a geringonça começou a escangalhar-se há um ano». Se mais indícios não houvesse, afiança, aí está a «enorme onda de greves» a mostrá-lo.

Afirma que as greves se devem ao descontentamento. É um facto tão evidente que lhe poderíamos chamar a verdade «La Palice» de Rui Rio. Naturalmente, os trabalhadores lutam porque não estão satisfeitos. O que não pode é Rui Rio, a partir daí, concluir que os trabalhadores não valorizam os avanços conseguidos, preferindo o retorno ao retrocesso social do governo PSD/CDS, que tantos direitos liquidou.

Afirma Rui Rio que a geringonça começou a escangalhar-se há um ano. É o insistente recurso à caricatura a traduzir o grau de aversão do grande capital e das forças da direita à solução política resultante da actual correlação de forças na AR, com o papel determinante do PCP cuja marcante intervenção é responsável pelos avanços conseguidos. Avanços que, apesar de limitados pelas opções do governo do PS, claramente se distinguem do enorme retrocesso social imposto pelo governo PSD/CDS com o Pacto de Agressão, com os sacrifícios brutais que provocou ao povo português.

Os trabalhadores sabem que aquilo a que Rui Rio chama «geringonça» significou avanços, passos positivos, defesa, reposição e conquista de direitos. Sabem que tais avanços se devem à sua luta e à intervenção do PCP. Mas também sabem que só não se foi mais longe nas respostas aos seus problemas e direitos, porque PS, PSD e CDS o impediram.

Bem desejava Rui Rio que os trabalhadores insatisfeitos procurassem «soluções» em marcha-atrás. Mas os trabalhadores sabem que o que é preciso é avançar, que é para a frente que estão as soluções que hão-de escangalhar a política de direita.

E, para isso, é preciso dar mais força à CDU.




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