Coragem e solidariedade contra despedimentos ilegais

Na marcha solidária contra despedimentos ilegais, que reuniu quase duas centenas de pessoas, no sábado, dia 19, em Santa Maria de Lamas, o Sindicato dos Operários Corticeiros do Norte anunciou uma nova acção para dia 26, às 15 horas: um cordão humano junto à Câmara Municipal de Santa Maria da Feira.
Estas iniciativas seguem-se à comunicação do despedimento de Cristina Tavares pela empresa Fernando Couto Cortiças, de Paços de Brandão.
Numa manhã fria e chuvosa, a marcha saiu do parque da vila até à sede da associação patronal do sector corticeiro (APCOR), repetindo palavras de ordem como «É preciso investir para o País produzir», «O trabalho é um direito, sem ele nada feito» e «Não estás sozinha». Em breves intervenções, no final, Cristina Tavares reafirmou a sua determinação na luta pelo posto de trabalho, enquanto o Secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, assinalou que esta é também «a luta de muitos trabalhadores que sofrem os mesmos problemas e que até agora não tiveram ainda oportunidade de os divulgar, denunciar e combater».

Na marcha participou uma delegação do PCP, que incluiu os deputados João Pimenta Lopes (Parlamento Europeu) e Diana Ferreira (Assembleia da República). O Partido reafirmou a solidariedade com a trabalhadora, salientado a sua coragem e determinação na luta pelo posto de trabalho, e incitou o Governo e o Ministério do Trabalho a tomarem medidas urgentes para impedir que permaneçam impunes despedimentos ilegais e situações de repressão. Sobre esta situação, por iniciativa do PCP, foi agendada uma audição na AR, faltando ouvir precisamente o Ministério.
Salientado este exemplo de luta, o Partido reafirmou o compromisso de, junto com os trabalhadores, combater estas práticas ilegítimas e ilegais.

Entre outros, desfilou também um grupo de activistas e dirigentes do Movimento Democrático de Mulheres. Anteontem, o MDM dirigiu uma carta-aberta ao primeiro-ministro, exigindo a sua intervenção «para pôr fim a este inexplicável abuso da empresa, que continua a agir com toda a impunidade».

No dia 17, delegados e dirigentes do Sindicato dos Professores da Região Centro aprovaram em plenários uma posição de repúdio do «tratamento persecutório» patronal e de solidariedade à trabalhadora da Fernando Couto Cortiças.

 



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