Estados Unidos ameaçam endurecer bloqueio a Cuba
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou que a Lei Helms-Burton recrudesce a política de bloqueio contra Havana e tem como objectivo impor em Cuba um regime do agrado do governo dos Estados Unidos.
«A Lei Helms-Burton endurece a política de bloqueio económico, comercial e financeiro imposta a Cuba, persegue o objectivo de subverter e derrubar o governo e impor um regime do agrado do governo dos EUA. Condenamos energicamente tal política de de ingerência», escreveu o dirigente cubano na rede social Twitter.
Díaz-Canel condenou a política intervencionista estado-unidense, depois da decisão de Washington de suspender apenas por 45 dias a aplicação de um dos títulos da referida lei.
«Rejeitamos energicamente esta nova provocação intervencionista, ameaçadora, prepotente, violadora do direito internacional. O governo dos EUA demonstra o seu desprezo pelo resto do mundo», realçou o presidente. Além disso, rejeitou todo o tipo de chantagem política e as acções para agravar o bloqueio contra Cuba.
O Departamento de Estado norte-americano anunciou há dias a suspensão apenas por 45 dias (até agora, tem sido suspensa por seis meses) de um articulado da lei que entrou em vigor em 1996. Esse artigo autoriza cidadãos nacionais estado-unidenses a apresentar nos tribunais dos EUA queixas contra todo o estrangeiro que «trafique» propriedades estado-unidenses que foram nacionalizadas em Cuba na década de 60 do século passado.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros cubano emitiu uma declaração na qual afirma que «o governo do presidente Donald Trump ameaça dar um novo passo que reforçaria, de maneira perigosa, o bloqueio a Cuba». Ademais, essa acção «violaria flagrantemente o Direito Internacional e atacaria directamente a soberania e os interesses de países terceiros».