Só no Continente o Governo recusa

Mais de 20 500 postais de apoio à luta dos professores pela recuperação de todo o tempo de serviço congelado foram entregues na presidência do Conselho de Ministros no dia 6, quinta-feira, por um numeroso grupo de dirigentes da Fenprof e dos seus sindicatos, enquanto ali decorria a reunião semanal do Governo.

Os postais, com assinaturas recolhidas nas últimas três semanas de Novembro em todo o País, comprovam o apoio da população à luta dos docentes, como destacou Mário Nogueira. O Secretário-geral da Fenprof reiterou as críticas à reunião que o Governo tinha promovido no dia 5, convocada com apenas 24 horas de antecedência (quando a lei da negociação colectiva determina cinco dias). Além de não apresentar nada de novo, o Governo insistiu em apagar seis anos e meio do tempo de serviço cumprido.

Vendo a posição da Fenprof e dos docentes reforçada com a recuperação integral (9 anos, 4 meses e 2 dias) nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores, Mário Nogueira realçou que, caso esta exclusão se mantenha no Continente, os professores vão prosseguir a luta em 2019.

Hoje, dia 13, inicia-se uma reunião de dois dias do Secretariado Nacional da Fenprof, estando convocado para sábado o Conselho Nacional. A federação anunciou que as formas de luta a desenvolver até final do ano lectivo vão estar em análise nestas reuniões.

 



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