Centenas de bombeiros aprovam 15 dias de greve
Várias centenas de bombeiros profissionais (sapadores e municipais) participaram no dia 3, segunda-feira, na concentração nacional promovida em Lisboa pelos sindicatos da CGTP-IN que intervêm neste sector (STAL e STML) e à qual se associaram outras estruturas representativas.
«Ofender os bombeiros profissionais, degradando o seu estatuto, desvalorizando a sua carreira, obstaculizando as condições da sua aposentação e reforma, é o mesmo que defender a degradação do socorro que se presta às populações e ao país! É colocar em causa de forma irresponsável e inadmissível, a segurança e o bem-estar, não só dos sapadores bombeiros e bombeiros municipais, como dos portugueses», protesta-se na resolução aprovada no Terreiro do Paço e depois entregue no Ministério da Administração Interna.
Nesse documento, ao longo de três páginas, é duramente criticada a aprovação, em Conselho de Ministros, no final de Outubro, de dois diplomas sobre o estatuto da carreira e o regime de aposentação e reforma dos bombeiros profissionais, com «conteúdos e objectivos profundamente negativos».
A reacção dos sindicatos forçou uma reunião de trabalho com o secretário de Estado da Protecção Civil, a 14 de Novembro (dia para que chegou a estar marcada uma manifestação nacional, adiada na véspera), e uma semana depois foi enviado um conjunto de propostas para salvaguardar os principais interesses dos bombeiros.
No fundamental, estas propostas foram agora inscritas na resolução, exigindo que o Governo as tome em consideração.
No documento, logo em seguida levado pelos bombeiros à Câmara Municipal de Lisboa, os sindicatos ficam mandatados para definirem «todas as formas de luta necessárias e oportunas», a começar pela marcação de greve para o período de 19 de Dezembro a 2 de Janeiro.