Jerónimo de Sousa assinalou reposição do Subsídio de Natal
SEIXAL No dia em que os trabalhadores da Administração Pública voltaram a receber o Subsídio de Natal por inteiro, o Secretário-geral do PCP constatou o reconhecimento do papel do Partido na reposição daquele direito.
Valeu a pena a intervenção e propostas do PCP
Num contacto com trabalhadores da Câmara Municipal do Seixal, ao final da manhã de sexta-feira, 23, e à hora do almoço, o Secretário-geral do PCP, acompanhado pelo presidente da edilidade, Joaquim Santos, por dirigentes locais do Partido e por Margarida Botelho, da Comissão Política, recebeu calorosos cumprimentos daqueles que ao fim de cinco anos voltaram a receber por inteiro o 13.º mês.
O Subsídio de Natal foi um dos direitos cortados pelo anterior governo PSD/CDS, em 2013, primeiro na forma de extinção, depois, fruto de ter sido suscitada a intervenção do Tribunal Constitucional, diluído em duodécimos.
Não é pois de estranhar que no dia em que o 13.º mês foi depositado na conta dos funcionários, estes tenham recebido Jerónimo de Sousa com gratidão, uma vez que o PCP foi o partido que nunca deixou de se bater contra a liquidação daquele direito, e, na nova fase da vida política nacional, pela sua reposição integral.
«É com muito gosto que o recebemos nesta sua casa» ou «bem-vindo e obrigado por não ter desistido», foram algumas das palavras endereçadas por trabalhadores da autarquia seixalense ao dirigente comunista.
Percorrendo vários departamentos e divisões no edifício dos serviços centrais da Câmara, Jerónimo de Sousa foi sempre instado a deixar algumas palavras. E não se fez rogado, notando que «valeu a pena a intervenção e propostas do PCP», não apenas pela reconquista do Subsídio de Natal, «que esteve quase perdido», mas também pela recuperação dos quatro feriados roubados (os quais, juntamente com o retrocesso no horário normal de trabalho dos servidores do Estado, das 35 para as 40 horas, representavam o agravamento da exploração porque consubstanciavam dezenas de horas de trabalho «à borla») ou pelo início do caminho de descongelamento dos salários na AP.
Todavia, apesar de o comportamento dos trabalhadores materializar uma evidente manifestação de reconhecimento pela insistência e pelo papel desempenhado pelo PCP na sua defesa, Jerónimo de Sousa não deixou de alertar que «as coisas estão melhores, mas não estão bem».
Assim, advertiu ainda o líder comunista, «continuem atentos e participativos na construção do vosso futuro», num claro apelo à mobilização reivindicativa pela actualização dos salários. «Essa é a batalha que tendes mais próxima», concluiu.