Situação crítica na saúde do Litoral Alentejano
A Coordenadora das Comissões de Utentes do Litoral Alentejano esteve reunida, no dia 5 de Novembro, com o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano. Na reunião alertou-se para a situação «bastante crítica» da região, onde faltam 260 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos de análise e terapêutica, técnicos superiores de saúde, engenheiros, assistentes técnicos, assistentes operacionais, entre outros.
Nesta legislatura não serão realizadas as obras nas extensões de saúde de Palma (Alcácer do Sal), Melides (Grândola), Saboia, Vila Nova de Mil Fontes (Odemira), Vila Nova de Santo André (Santiago do Cacém), constatou-se.
As comissões de utentes recordaram, ainda, que a Extensão de Saúde (ES) de Casebres (Alcácer do Sal) não teve cuidados médicos durante mais de um mês e meio e que o seu futuro funcionamento será irregular, o que já acontece nas ES de Relíquias, São Martinho (Odemira) e Montevil (Alcácer do Sal).
Sobre a ES do Canal Caveira (Grândola), reaberta pela luta dos utentes, referiu-se que o equipamento funciona com cuidados médicos de 15 em 15 dias e sem cuidados de enfermagem.
No Litoral Alentejano cerca de 55 mil pessoas não têm médico de família e os tempos de espera são enormes nas especialidades de cirurgia geral, ginecologia, neurologia, oftalmologia (330 dias), ortopedia, otorrinolaringologia (600 dias), reumatologia e urologia.
Entretanto, a Coordenadora das Comissões de Utentes valoriza a contratação de uma médica pediatra, assim como o início das obras do Serviço de Urgência do Hospital do Litoral Alentejano, uma obra reivindicada há mais de 10 anos.