Professores em greve aos abusos
Na segunda-feira, dia 29, começou uma nova greve dos professores, contra abusos e ilegalidades na organização de horários de trabalho.
Com diversas situações ilegais, o Ministério da Educação força os professores a trabalharem, em média, mais duas horas por dia, para além do horário legal, o que constitui um abuso e é um dos principais motivos do desgaste dos docentes. Numa conferência de imprensa, junto à Escola Secundária Marquês de Pombal, em Lisboa, o Secretário-geral da Fenprof explicou que esta situação permite ter menos 12 mil professores nas escolas.
A paralisação, abrangendo apenas este tipo de situações, teve impacto em dezenas de escolas, listadas num primeiro balanço, com suspensão de reuniões, algumas das quais eram de avaliação intercalar dos alunos.
Os professores «não aceitam que o mesmo Governo que lhes rouba mais de 6,5 anos de serviço, os obrigue, em cada ano, a desenvolver actividade que corresponde não a 12, mas a 15 meses», afirma-se num documento subscrito pelos dez sindicatos, garantindo que a greve se prolongará até que seja regularizada a situação do horário de trabalho e da carreira docente.
Para 2 de Novembro, sexta-feira, de tarde, está marcada uma concentração frente ao Parlamento, onde o ministro da Educação vai defender o Orçamento para o sector.