Atenção, prioridade e acompanhamento ao reforço do Partido

Patrícia Machado (Membro da Comissão Política)

Dizia um camarada: «Muita tarefa para pouco tempo.» O Partido precisa de responder à intensa intervenção política, à desimplantação da Festa do Avante!, ao reforço da acção reivindicativa nas empresas e locais de trabalho e, em particular, à manifestação convocada pela CGTP-IN para 15 de Novembro, à campanha de valorização dos trabalhadores, às lutas das populações em defesa dos serviços públicos, na defesa do Poder Local democrático contra a transferência de “encargos”, entre muitas outras tarefas.

As medidas de reforço do Partido são de importância estruturante

As organizações do Partido, como a Organização Regional de Évora, têm dado essa resposta com o inestimável contributo dos seus militantes. Será no entanto «muita tarefa para pouco tempo» se não dermos a atenção, prioridade e acompanhamento à «tarefa» de todo o Partido: o reforço orgânico e, em particular, do trabalho nas empresas e locais de trabalho, a campanha de contacto com cinco mil trabalhadores, a entrega do novo cartão e a responsabilização de quadros.

A realidade mostra a importância estruturante que estas medidas assumem para a vida do nosso Partido. Os 285 nomes de trabalhadores levantados nas organizações do distrito de Évora, os 86 contactados e os 43 recrutamentos são trabalhadores concretos, de empresas, locais de trabalho e sectores também concretos. Não basta contactar, em si já importante; não basta recrutar, em si ainda mais importante – é fundamental que se encontrem os colectivos de participação e que lhes sejam atribuídas tarefas no trabalho junto das empresas e locais de trabalho.

É hoje possível conhecer mais realidades, intervir sobre mais problemas, reforçar movimentos de massas e acompanhar processos de luta. Sendo uma experiência com desenvolvimentos distintos, a partir dela foi já possível envolver mais camaradas na Festa do Avante!, reforçar células de câmaras municipais e a célula da Gestamp, em Vendas Novas, criar uma célula no Centro de Contacto da Fidelidade, em Évora (passando de dois para cinco militantes), e conhecer novos sectores. Precisamos intensificar este trabalho com um apertado controlo de execução semanal, juntando ao que se fez o que está previsto fazer-se e garantindo que cada trabalhador, novo membro do Partido, tem as condições para a sua integração, para reforçar a intervenção nas empresas e locais de trabalho e a luta.

Estar lá!

Na entrega do novo cartão de membro do Partido trata-se de contactar os militantes e de reforçar a sua ligação e participação na vida colectiva. É por isso necessário encará-la, tratá-la e desenvolvê-la como uma real oportunidade e prioridade. Deste trabalho desenvolvido ao longo do ano na OREV, e com necessidade de medidas extraordinárias, conseguimos reforçar o número de camaradas a pagar quota e a actualizá-la, envolvê-los e também responsabilizá-los pelas mais diversas tarefas, descobrir camaradas disponíveis para a difusão do Avante!, para reforçar células e organizações de base. Tem permitido conhecer quem está em movimentos de massas, em bairros ou em empresas prioritárias.

E depois? Com a devida atenção, prioridade e acompanhamento, depois, não podemos deixar de lá ir e de envolver. Com este reforço estaremos em melhores condições não de voltar num outro dia, mas de estar – estar lá, reforçados com os camaradas recrutados, com os camaradas que voltaram a participar. E contaremos com o tempo de mais camaradas para o desenvolvimento das tarefas – lá, no bairro, na empresa, no sindicato, na associação, na luta dos trabalhadores e das populações, alargando a influência do Partido, reforçando a intervenção, a acção e a luta.




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