PCP reafirma solidariedade ao povo da Palestina
INTERNACIONALISMO O PCP condena a destruição da aldeia palestiniana de Khan al-Ahmar, ordenada pelo governo de Israel, e reafirma a solidariedade com o povo da Palestina na luta pelos seus direitos nacionais.
Este é mais um passo da escalada contra a solução dos dois Estados
Num comunicado de dia 1, emitido pelo seu Gabinete de Imprensa, o Partido expressa a veemente condenação pela destruição da aldeia localizada nos territórios palestinianos da Cisjordânia e a transferência forçada dos seus habitantes. Este crime representa mais uma escalada no «processo de inviabilização da criação de um Estado da Palestina em território palestiniano, nomeadamente através da fragmentação dos territórios ocupados em pequenas parcelas sem contiguidade territorial, muitas vezes separadas pelo ilegal muro de apartheid construído por Israel».
Os comunistas portugueses condenam ainda o prosseguimento do «intolerável e bárbaro massacre quotidiano de manifestantes palestinianos desarmados, pelo governo de extrema-direita de Israel». Ambos os crimes se juntam, assim, às «gravíssimas decisões anunciadas nos últimos dias pelos EUA em torno da questão palestiniana», como o corte de financiamento à agência da ONU (criada em 1949 para apoiar os refugiados palestinianos) e aos hospitais de Jerusalém Leste; o anúncio do encerramento da delegação palestiniana e da expulsão do seu embaixador em Washington ou as ameaças explícitas ao Tribunal Penal Internacional caso leve a cabo procedimentos contra Israel ou os EUA.
Para o PCP, o objectivo principal da ofensiva dos EUA e Israel é inviabilizar a solução dos dois estados, «que há décadas é proclamada em resoluções da ONU». Pretendem, pela força, impor um único Estado, «de natureza confessional e racista, em praticamente todo o território histórico da Palestina».
Para o PCP, esta ofensiva é inseparável dos planos de guerra mais vastos que EUA e Israel têm para a região, nomeadamente contra a Síria e o Irão, expressos nas intervenções de Trump e Netanyahu nas Nações Unidas.
Defender o direito internacional
Na opinião do PCP, o espezinhar do direito internacional, as promessas feitas ao povo da Palestina e ignoradas ao longo de décadas e a prisão de milhares de palestinianos por Israel põem em causa a «própria credibilidade da ONU e outras instituições internacionais». Ao Governo português cabe a «responsabilidade de agir, de forma clara e pública, em defesa dos princípios da Constituição da República Portuguesa, em defesa dos legítimos e inalienáveis direitos do povo palestiniano, em defesa do direito internacional e de décadas de resoluções da ONU, em defesa da própria ONU». Neste caso particular, tal significa «condenar a criminosa política de Israel e reconhecer de imediato o Estado da Palestina».
Da parte do PCP, reafirma-se a solidariedade para com a «justa luta dos povo palestiniano» à criação do seu Estado viável e soberano nas fronteiras anteriores a 1967, com Jerusalém Leste como capital e assegurando o direito de regresso aos refugiados.