Povo de Darque vota na mudança e substitui PS pelo projecto CDU

AU­TAR­QUIAS O PCP-PEV venceu as elei­ções in­ter­ca­lares na Fre­guesia de Darque, con­celho de Viana do Cas­telo onde o PS in­sistia em go­vernar so­zinho, em­bora ti­vesse mai­oria re­la­tiva.

O com­pro­misso de tra­ba­lhar com todos é para cum­prir

No su­frágio re­a­li­zado no pas­sado do­mingo, 2, a CDU ob­teve seis man­datos em 13 (em 2017 tinha al­can­çado quatro eleitos), re­sul­tado que de­correu da ma­nu­tenção, no fun­da­mental, do nú­mero de vo­tantes. Já o PS, apesar de ter man­tido os cinco eleitos, perdeu cen­tenas de votos, tal como o PSD, que passou de três para um man­dato na As­sem­bleia de Fre­guesia (AF), tendo per­dido igual­mente cen­tenas de vo­tantes. O CDS man­teve um vogal.

Assim, a lista apre­sen­tada pelo PCP-PEV, en­ca­be­çada por Au­gusto Silva, res­gatou ao PS, que voltou a apre­sentar Fer­nando Garcês para a pre­si­dência de Darque, uma fre­guesia de Viana do Cas­telo que a APU, e de­pois a CDU, go­ver­naram entre 1982 e 1993.

As elei­ções in­ter­ca­lares foram pre­ci­pi­tadas em Abril deste ano com a de­missão dos vo­gais eleitos pela CDU e pelo PSD na AF de Darque. Em causa, apurou o Avante! em des­lo­cação a Darque ocor­rida faz hoje, quinta-feira, 6, uma se­mana, es­teve a in­sis­tência do PS em go­vernar so­zinho, apesar de não ter mai­oria ab­so­luta.

A «tei­mosia» de Fer­nando Garcês e res­pec­tivos cor­re­li­gi­o­ná­rios não foi uma si­tu­ação nova, uma vez que entre 2013 e 2017 cons­ti­tuíram um exe­cu­tivo apenas com ele­mentos do PS, mesmo em mi­noria.

Mu­dança séria
Não é por isso de es­tra­nhar que num jantar com ac­ti­vistas e apoi­antes, re­a­li­zado a 30 de Agosto e em que par­ti­cipou e in­ter­veio Je­ró­nimo de Sousa, Au­gusto Silva tenha sa­li­en­tado que «votar na CDU é votar na plu­ra­li­dade de­mo­crá­tica»; é de­cidir que «todos têm uma pa­lavra a dizer sobre os pro­jectos e me­didas a im­ple­mentar»; é «votar em gente tra­ba­lha­dora, ho­nesta e com­pe­tente» que «não co­mete ile­ga­li­dades».

Na ini­ci­a­tiva, para a qual, re­velou Au­gusto Silva, foram «re­cu­sadas muitas ins­cri­ções» de­vido à im­pos­si­bi­li­dade de aco­modar no mesmo es­paço todos os que que­riam par­ti­cipar, o ca­beça-de-lista da CDU e agora pre­si­dente da Junta de Fre­guesia de Darque, ga­rantiu que os co­mu­nistas e os seus ali­ados (cerca de 80 por cento dos mem­bros da lista PCP-PEV não têm fi­li­ação par­ti­dária) tudo farão para estar à al­tura das res­pon­sa­bi­li­dades.

A en­cerrar o jantar-con­vívio, o Se­cre­tário-geral do PCP cons­tatou que a mo­bi­li­zação ex­tra­or­di­nária e o en­tu­si­asmo que se ve­ri­fi­cava em torno da CDU tra­du­ziam o re­co­nhe­ci­mento de que o PCP-PEV é di­fe­rente dos de­mais. Porque se apre­senta para servir as po­pu­la­ções e não para que os eleitos se sirvam dos cargos pú­blicos ou deles be­ne­fi­ciem ma­te­ri­al­mente; porque a CDU tem «um pro­jecto im­ba­tível» en­quanto os ou­tros têm umas ideias soltas.

«Aqui está uma de­mons­tração de que é pos­sível a mu­dança. Que assim seja», re­feriu ainda Je­ró­nimo de Sousa. E assim foi!

Já an­te­ontem, a Co­missão de Fre­guesia de Darque do PCP emitiu uma nota as­se­gu­rando que «o grande de­safio» é «pôr fim à de­gra­dação» e «à falta de visão global» dos úl­timos anos. Tendo a CDU ganho as elei­ções in­ter­ca­lares «com o nosso pro­jecto» mas também com «o com­pro­misso de tra­ba­lhar com todos», assim o fará, acres­centa-se.

 



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