CPPC destaca abrangência do movimento da paz

O Conselho Português para a Paz e Cooperação está a assinalar os 70 anos do Congresso Mundial dos Intelectuais pela Paz, realizado na Polónia em Agosto de 1948, e que foi uma das iniciativas pioneiras do movimento em defesa da paz surgido em todo o mundo após a Segunda Guerra Mundial. Sob o lema genérico de «70 anos em Defesa da Paz», o CPPC destaca o carácter unitário do movimento (que a partir de 1950 se congregou em redor do Conselho Mundial da Paz), evidente quer nas suas campanhas e iniciativas quer na diversidade geográfica, política e religiosa dos muitos que nele se empenharam.

O CPPC assinalou esta efeméride com dois comunicados: um destinado às organizações membro do Conselho Mundial da Paz; outro para circulação pelo País. No primeiro, recorre-se a citações de documentos fundadores do movimento para realçar a sua natureza democrática, unitária, anti-imperialista e antifascista. No segundo realça-se sobretudo a acção desenvolvida em Portugal em prol da paz, precisamente com os mesmos fundamentos e princípios, e alguns dos mais notáveis protagonistas: no Congresso de 1948 participaram Fernando Lopes-Graça, Alves Redol, João dos Santos, Hermínia Grijó, Maria da Costa e Manuel Valadares, que em dois anos seria um dos 221 membros do Conselho Mundial da Paz constituído no Segundo Congresso Mundial da Paz. «Nos anos seguintes juntaram-se-lhe outras personalidades, como Ruy Luís Gomes, Maria Lamas, Armando Castro, Urbano Tavares Rodrigues, Silas Cerqueira ou, já após a Revolução de Abril de 1974, o Marechal Francisco da Costa Gomes, que foi Presidente da República Portuguesa», acrescenta-se nesse texto.

O CPPC garante que num momento perigoso como é o nosso, «importa ter presente o exemplo dos defensores da paz que, em tempos igualmente difíceis, souberam, apesar de diferenças, determinar a ameaça e o perigo principal e unir forças contra uma nova guerra, em defesa da paz e da sobrevivência da Humanidade».




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