Firmeza com Bruxelas
Alvo de severa crítica nas Jornadas foi o Quadro Financeiro Plurianual pós-2020 apresentado pela Comissão Europeia, com o PCP a considerar que é a «demonstração do que é, a quem serve e para onde vai a União Europeia», «processo de integração contrário aos interesses nacionais» e «desenhado para defender os interesses das grandes potências e das suas multinacionais».
Este foi um dos temas abordados pelo deputado comunista no Parlamento Europeu João Ferreira em discurso na sessão de abertura, no decurso do qual advertiu que as «novas prioridades» do orçamento da UE (com cortes substanciais de meios), sancionadas pelo Governo do PS e pelo PSD, são uma forma de «canalizar mais recursos para os principais beneficiários da integração», trazendo ao nosso País «mais e maiores dificuldades», «mais divergência no seio da UE», maior acentuação das «assimetrias, injustiças e desigualdades».
«Portugal não pode aceitar, nem submeter-se às imposições da UE», insurgiu-se por isso o deputado do PCP, instando o Governo a não aceitar uma proposta de Quadro Financeiro Plurianual que não salvaguarde os interesses nacionais, e a bater-se, entre outros objectivos, pelo reforço dos meios financeiros do orçamento comunitário, pela «rejeição da condicionalidade macro-económica e política na aplicação dos fundos comunitários», pelo «fim dos constrangimentos impostos ao investimento público».
João Ferreira anunciou que os deputados do PCP no PE dinamizarão por estes dias uma posição comum com deputados de outros países para projectar estas exigências no debate em curso.