Compromisso nas Lojas Francas
«Chegou-se finalmente a um compromisso por parte da empresa em como vai haver revisão, até 30 de Junho, em várias matérias», anunciou no sábado, dia 12, o Sindicato dos Trabalhadores de Aviação e Aeroportos (Sitava), citado pela agência Lusa. Para domingo e segunda-feira estava marcada uma greve de 48 horas na Lojas Francas de Portugal, abrangendo os estabelecimentos nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, mas o sindicato da Fectrans/CGTP-IN desconvocou a luta, detalhando que o compromisso de negociação inclui o subsídio para trabalho por turnos (em Lisboa, as lojas apenas encerram da 1h30 às 3h45) e o «banco» de horas.
As reivindicações dos trabalhadores foram apresentadas pelo Sitava à empresa (uma joint-venture da Vinci com a Dufry) em Janeiro, estando ainda em aberto a recuperação da falta de actualizações salariais entre 2010 e 2015, a evolução na carreira profissional, os termos em que vai ser feita a mudança para Alverca de cerca de cem trabalhadores da logística no Aeroporto Humberto Delgado e a persistência da contratação com vínculos precários.
Luta no refeitório
As trabalhadoras do refeitório da TAP no Aeroporto de Lisboa decidiram, no dia 8, avançar para a luta contra os cortes remuneratórios impostos pela Eurest desde que ganhou a concessão do serviço, em Fevereiro. A decisão, que será em breve concretizada com a marcação de greve, foi tomada num plenário que decorreu fora do reduto TAP e sob a pressão de uma força policial, que identificou um dirigente do Sindicato da Hotelaria e Similares do Sul, impedido pela TAP de aceder às instalações. É exigido que a Eurest reponha o prémio de assiduidade, no valor de 12 euros por mês, e volte a pagar como trabalho nocturno o serviço realizado a partir das 20 horas, como prevê o contrato colectivo.