Condenação pelo massacre de palestinianos
Três dos cinco pontos de um voto apresentado pelo PCP de condenação do massacre da população palestiniana pelas autoridades israelitas foram aprovados pelo Parlamento.
«A resposta do governo de Israel foi brutal. As forças militares dispararam com balas reais sobre milhares de civis desarmados, provocando 18 mortos e quase 1500 feridos, todos palestinianos, no que apenas pode ser descrito como uma intenção de cometer um massacre», lê-se no texto, em que a bancada do PS se dividiu e que teve o voto contra ou abstenção de PSD e CDS em todos os seus pontos.
Num dos pontos que obteve aprovação exige-se o «fim do bloqueio da Faixa de Gaza, cuja população está sujeita a condições desumanas de sobrevivência, repetidamente denunciadas pelos organismos da Organização das Nações Unidas».
Aprovado foi ainda o ponto que exorta o Governo português a «proceder ao reconhecimento do Estado da Palestina, seguindo o exemplo de numerosos outros países».
Um terceiro ponto aprovado do voto de condenação do PCP reitera a exigência de que, «em conformidade com inúmeras resoluções das Nações Unidas, seja criado um Estado da Palestina, soberano e viável, nas fronteiras de 1967, com Jerusalém Leste como capital e assegurando o direito de regresso dos refugiados».
Nos pontos rejeitados, com os votos contra ou abstenção do PS, condena-se num deles o «massacre de manifestantes palestinianos pelas autoridades israelitas», exortando-se, no outro, o Governo português a «expressar de forma inequívoca» a condenação dessa repressão da manifestação de palestinianos no dia 30 de Março. Um voto do PS de condenação e pesar pela violência do exército israelita» foi também aprovado, o mesmo acontecendo a um subscrito por PSD e CDS de «preocupação e condenação pela escalada de violência em Gaza», embora com os votos contra de PCP, PEV, BE e a abstenção do PS. Já rejeitado foi o voto do BE de «condenação do massacre na Faixa de Gaza do dia 30 de Março.