Trabalhadores da EMEF exigem respostas da CP
CONCENTRAÇÃO Trabalhadores da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) exigiram ontem, em Lisboa, que a CP responda às suas reivindicações.
O protesto «Ocupemos as Escadinhas» teve âmbito nacional
LUSA
A concentração realizada durante a manhã junto à sede da CP Comboios de Portugal, na Calçada do Duque, sucedeu à semana de luta realizada entre 12 e 16 de Março. Em causa esteve, e permanece no centro da contestação laboral, a exigência de aumentos salariais (tal como ocorreu nas demais empresas do Grupo CP, pelo que os trabalhadores consideram-se discriminados), fim da precariedade laboral, admissão de trabalhadores necessários e regresso da EMEF à estrutura da empresa-mãe, de onde não deveria ter sido desmembrada, afirmam.
O protesto, designado «Ocupemos as Escadinhas», teve âmbito nacional e foi promovido pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF, da Fectrans/CGTP-IN) e pela Comissão de Trabalhadores da EMEF.
«Se há melhores resultados na actividade da CP, tal também se deve ao empenho dos trabalhadores da EMEF, que com a sua capacidade e competência conseguem manter os padrões de segurança, a fiabilidade e disponibilidade do material circulante, apesar das inúmeras dificuldades com que se confrontam todos os dias», reclama-se num documento sindical de mobilização para a jornada.
Recorde-se que, a acompanhar e a apoiar a justa luta dos trabalhadores daquela empresa estratégica para o País, o PCP apresentou, na sexta-feira, 23, na Assembleia da República, dois projectos de resolução: um pelo desenvolvimento da EMEF, condição do seu futuro, e outro em defesa de um Plano Nacional de Material Circulante Ferroviário.
As iniciativas legislativas resultaram de uma audição promovida pelo grupo parlamentar do Partido, a 16 de Fevereiro, na qual participaram as organizações representativas dos trabalhadores do sector ferroviário.