Sindicatos espanhóis acordam aumentos na função pública
Os principais sindicatos da função pública espanhola (CSIF, CC OO, UGT) chegaram a acordo, dia 10, sobre aumentos salariais, que poderão atingir oito por cento em três anos.
Até 2020, os salários terão uma valorização fixa de 6,1 por cento, à qual acrescerá uma percentagem variável indexada à evolução do Produto Interno Bruto (PIB) e à redução da dívida pública.
O acordo estabelece ainda o aumento da taxa de reposição dos funcionários, que será de cem por cento nos serviços essenciais, como a Saúde e a Educação, e de 75 por cento nos restantes serviços. Os municípios ficam também autorizados a aumentar o número de efectivos em dez por cento.
Outro aspecto crucial do acordo é a devolução às comunidades autónomas da capacidade de estabelecer, por via da negociação, a jornada das 35 horas semanais, competência que lhes foi retirada em 2012 pelo governo de Madrid, que revogou aquele horário nas regiões onde era aplicado.
Apesar de se congratularem com os avanços, os representantes das Comissões Obreiras (CCOO) salientaram que se trata apenas de um primeiro passo e que há ainda um longo caminho até à reposição total do corte dos salários, do poder de compra perdido, dos direitos retirados e do emprego destruído, que tão duramente penalizaram os trabalhadores da função pública desde a eclosão da crise económica.