Luta pelos salários alarga-se na Alemanha
REIVINDICAÇÃO Trabalhadores do sector da energia na Alemanha iniciaram esta semana um movimento de greves em todo o país para reclamar aumentos salariais.
Trabalhadores da energia realizam greves em todas as regiões da Alemanha
As paralisações foram convocadas, dia 16, pelos sindicatos IG BCE (química e minas) e Ver.di (serviços públicos) e visam obter 5,5 por cento de aumentos salariais para os trabalhadores do sector energético.
Com estas acções, os sindicatos pretendem aumentar a pressão sobre as empresas, em particular sobre o gigante EON, que emprega cerca de dez mil trabalhadores.
Em final de Janeiro, o patronato apresentou uma proposta de actualização salarial de 2,1 por cento, válida por um período de 18 meses.
Depois do sucesso do movimento reivindicativo na metalurgia, onde há duas semanas foi alcançado um acordo que consagra aumentos de 4,3 por cento e a possibilidade de redução do horário de trabalho para as 28 horas semanais, os sindicatos da energia reclamam uma maior progressão salarial.
«As empresas demonstram inflexibilidade e não têm em conta nem a boa situação económica, nem a produtividade dos trabalhadores. A sua proposta é claramente insuficiente», declarou Holger Nieden, dirigente do sindicato IG BCE, citado pela AFP, após o fracasso da segunda ronda de negociações.
Para além da EON, estavam previstas greves na PreussenElektra, empresa especializada em centrais nucleares, assim como nos distribuidores de energia, Avacon e Tennet, e na empresa de transporte de energia Tennet IPO-TTH.AS.
O movimento reivindicativo alargou-se também aos funcionários públicos da Alemanha, que exigem aumentos de seis por cento, ameaçando reeditar as greves de 2016 que paralisaram creches e aeroportos. As negociações com os sindicatos deste sector devem iniciar-se na próxima segunda-feira, 26.