Sábados em causa na Amarsul

A administração da Amarsul comunicou no dia 5 que decidiu alterar as escalas dos trabalhadores da recolha selectiva, com turnos de segunda-feira a sábado, prevendo que o dia de descanso complementar passe a ser rotativo.
A Comissão Intersindical (SITE Sul e STAL) criticou a empresa do Grupo EGF (alienado ao consórcio encabeçado pela Mota-Engil) por não dar qualquer oportunidade de discussão dos novos horários, «mais uma vez demonstrando o autoritarismo e desrespeito total pelos trabalhadores que tem caracterizado esta administração».
A União dos Sindicatos de Setúbal, observando que esta alteração de horário não tem efeito no aumento da recolha, afirma que a medida faz parte de «uma ofensiva conjunta de várias entidades patronais do distrito, visando destruir o descanso ao fim-de-semana». A Amarsul, sublinha-se na nota que a USS/CGTP-IN divulgou dia 6, «só pode ter recolha mais eficaz se contratar mais trabalhadores e adquirir mais meios».
Os sindicatos estão a analisar com os trabalhadores, em reuniões sectoriais, a resposta a dar a estas alterações.

 

Paragem na Autoeuropa

«Esta é a mesma fábrica onde a administração alimentou um conflito laboral, para impor trabalho ao sábado, como se fosse um dia normal», comentaram as organizações da CGTP-IN na Volkswagen Autoeuropa, a propósito da paragem que a administração anunciou para a passada segunda-feira, devido a falta de peças.
Num comunicado da Fiequimetal e do SITE Sul, dia 9, assinala-se que, não sendo «a primeira, nem sequer a segunda, nos últimos meses», a paragem de dia 12 «é a primeira que ocorre desde que entrou em vigor a imposição da administração quanto aos novos horários de trabalho».
O «dia de não produção» poderia ocorrer a um sábado, defendem a federação e o sindicato, aventando que tal não aconteceu porque a administração receou que isso tornasse «ainda mais claro que na Autoeuropa não foi devidamente acautelada a planificação da produção e que, em última instância, a imposição dos novos horários não é a única via para responder ao aumento da produção».

 



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