Metalúrgicos obtêm aumentos e redução da jornada

ALE­MANHA Um acordo al­can­çado, dia 6, pelo sin­di­cato IG Me­tall pôs fim ao con­flito na in­dús­tria me­ta­lúr­gica e elec­tró­nica, con­tem­plando grande parte das rei­vin­di­ca­ções do sector.

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Cerca de quatro mi­lhões de tra­ba­lha­dores vão be­ne­fi­ciar de au­mentos sa­la­riais de 4,3 por cento já em Abril, acres­cidos de pré­mios men­sais no valor de 100 euros, re­la­tivos ao pri­meiro tri­mestre do ano.

Se­gundo no­ti­ciou a agência Reu­ters, o acordo prevê ainda, a partir de 2019, um prémio anual fixo de 400 euros e outra re­mu­ne­ração com­ple­mentar anual equi­va­lente a 27,5 por cento do sa­lário mensal.

«Os tra­ba­lha­dores terão mais di­nheiro no seu bolso em termos reais, re­ce­berão uma justa parte dos lu­cros das suas em­presas e isso es­ti­mu­lará o con­sumo», de­clarou Roman Zit­zels­berger, di­ri­gente sin­dical no es­tado de Bade-Wur­tem­berg, no final de uma ma­ra­tona de 13 horas de ne­go­ci­a­ções.

Apesar de im­por­tantes, os ga­nhos sa­la­riais cons­ti­tuíam apenas uma parte das rei­vin­di­ca­ções apre­sen­tadas pelo IG Me­tall, e aquela onde o com­pro­misso se afi­gu­rava mais fácil de al­cançar.

Ao con­trário, a exi­gência da re­dução da se­mana de tra­balho, a pe­dido do tra­ba­lhador, de 35 para 28 horas se­ma­nais, es­barrou desde o início com a opo­sição do pa­tro­nato, obri­gando o sin­di­cato a ra­di­ca­lizar a luta con­vo­cando uma se­mana de greves de 24 horas que pa­ra­lisou gi­gantes do sector au­to­móvel.

Por fim, o acordo con­sagra pela pri­meira vez o di­reito dos tra­ba­lha­dores com mais de dois anos de an­ti­gui­dade a re­que­rerem a se­mana de 28 horas du­rante um pe­ríodo má­ximo de dois anos.

Em con­tra­par­tida, a re­dução de ho­rário não terá qual­quer com­pen­sação re­mu­ne­ra­tória como o sin­di­cato re­cla­mava, mas é vista como um pri­meiro passo para a di­mi­nuição da jor­nada de tra­balho, ob­jec­tivo que é co­lo­cado por cen­trais sin­di­cais de vá­rios países.

His­to­ri­ca­mente, o IG Me­tall foi o pri­meiro sin­di­cato na Eu­ropa a romper com o li­mite das 40 horas se­ma­nais. As pri­meiras greves pelas 35 horas re­a­li­zaram-se em 1982 sob o lema «Mas tempo para viver, amar e rir». A se­mana das 35 horas viria a ser con­sa­grada na Ale­manha oci­dental em 1995, exemplo se­guido pela França cinco anos mais tarde.

 



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