Jornada nacional do PCP pelo controlo público dos CTT

INTERVIR Hoje, um pouco por todo o País, o PCP promove uma jornada em defesa do Serviço Público Postal. Comunistas apelam à participação na Manifestação Nacional de 23 de Fevereiro, em Lisboa.

Lutar para que o Governo do PS tome a opção certa

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Em contacto com as populações, a jornada inclui acções, por exemplo, em Lisboa (8h30, frente à sede dos CTT, junto à Estação do Oriente, com Bruno dias, deputado à Assembleia da República; tribuna pública, às 17h00, nos CTT dos Restauradores), Porto (16h30, nos CTT da Rotunda da Boavista, com Jaime Toga, da Comissão Política), Vila Nova de Famalicão (10h00, nos CTT de Riba de Ave, com Gonçalo Oliveira, da Comissão Política) e Portimão (tribuna pública, às 11 horas, nos CTT Gil Eanes, com Vasco Cardoso, da Comissão Política).

Desta forma, o PCP pretende recordar que com a privatização dos CTT «o serviço público e universal dos Correios está a desaparecer», porque os seus «donos» querem «transformar a empresa num banco privado, liquidar o serviço postal universal, acabar com as estações e transferir para as autarquias o custo de uma rede nacional, dedicando-se apenas aos negócios mais rentáveis do sector».

Desde 2014, informa o PCP em nota do seu Gabinete de imprensa, já foram distribuídos «mais de 240 milhões de euros, sendo que em 2017 foram distribuídos mais 10 milhões de euros de dividendos aos accionistas do que os lucros registados pela empresa».

Serviço público

Para os comunistas, «o papel estratégico do serviço público é incompatível com o objectivo único dos grupos económicos: os lucros». «A solução é retomar o controlo público dos CTT e centrar novamente a empresa no desígnio de prestar um serviço postal universal e de qualidade», defendem, acrescentando: «Cabe ao Estado a responsabilidade de garantir que os serviços postais são assegurados em condições de igualdade a todos os cidadãos, devendo os Correios ser o garante de um serviço público efectivamente ao serviço do País e das populações, ao serviço da economia nacional e do desenvolvimento».

O PCP apela ainda ao «aprofundar» da luta – de forma a exigir que «o Governo PS tome a opção certa: o controlo público dos CTT – participando na Manifestação Nacional de 23 de Fevereiro, em Lisboa, no Marquês do Pombal, às 14h30, pela reversão da privatização dos CTT, convocada pelas organizações representativas dos trabalhadores do grupo.




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