Somincor parada
Os trabalhadores da Sociedade Mineira de Neves-Corvo (Somincor, do Grupo Lundin Mining) iniciaram ontem, 27, às 6 horas, uma greve de 24 horas, continuando convocada outra paralisação para amanhã, dia 29, igualmente a partir das 6 horas e de igual duração.
Na sexta-feira, 22, primeiro dia desta série de greves, o poço de extracção e as duas lavarias não tiveram laboração, como disse à agência Lusa um dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira. Jacinto Silvério precisou que «não foi extraído minério» e «não foi tratado nem produzido nenhum grama de concentrado». Desde o primeiro turno, muitos dos trabalhadores permaneceram concentrados na entrada para o complexo mineiro.
A direcção regional de Beja do PCP reafirmou a solidariedade aos trabalhadores em greve, transmitida no local pelos deputados João Pimenta Lopes (PE) e João Ramos (AR), juntamente com outros dirigentes do Partido.
Ainda no dia 22, o sindicato acusou a administração de «mentira, má-fé, coacção, pressão e repressão». Refutando afirmações sobre um «acordo», esclareceu em comunicado que apenas aceitou submeter as posições patronais a plenário e estas foram «claramente rejeitadas», pois apenas 17 trabalhadores as aceitaram.