PCP traz para a rua exigência de 600 euros de salário mínimo

CAM­PANHA Está na rua a cam­panha do PCP pela va­lo­ri­zação do tra­balho e dos tra­ba­lha­dores, pela fi­xação do sa­lário mí­nimo nos 600 euros já em Ja­neiro e pelo au­mento geral dos sa­lá­rios.

A eco­nomia ganha com o au­mento geral dos sa­lá­rios de­fen­dido pelo PCP

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Os car­tazes que su­portam a cam­panha, de­ci­dida pelo Co­mité Cen­tral na sua reu­nião de 3 de Ou­tubro, estão a ser afi­xados em todo o País, dando ex­pressão àquela que é uma das pro­postas cen­trais dos co­mu­nistas para que se vá mais longe na res­posta aos pro­blemas e as­pi­ra­ções dos tra­ba­lha­dores e do povo por­tu­guês: o au­mento do sa­lário mí­nimo na­ci­onal para os 600 euros já em Ja­neiro de 2018. No co­mu­ni­cado dessa mesma reu­nião do Co­mité Cen­tral ga­rantia-se que nada jus­ti­fica que se con­tinue a re­sistir a esta me­dida ne­ces­sária, cujos im­pactos te­riam um «enorme sig­ni­fi­cado» na me­lhoria das con­di­ções de vida, no in­cre­mento da ac­ti­vi­dade eco­nó­mica e nas re­ceitas para a Se­gu­rança So­cial.

Esta pro­posta, sendo de­ci­siva, está muito longe de ser a única exi­gência do PCP, que se bate por muitas ou­tras ma­té­rias, re­a­fir­madas nessa mesma reu­nião: au­mento das pen­sões e re­formas como «ins­tru­mento de re­cu­pe­ração de poder de compra per­dido ao longo de mais de uma dé­cada»; me­lhoria da pro­tecção so­cial no de­sem­prego; au­mento do in­ves­ti­mento pú­blico – saúde, edu­cação, trans­portes, ha­bi­tação, infra-es­tru­turas, ci­ência, flo­resta, cul­tura –, di­na­mi­zando a ac­ti­vi­dade eco­nó­mica e a res­posta a graves ca­rên­cias; justa tri­bu­tação do grande ca­pital e alívio das ca­madas da po­pu­lação com mais baixos ren­di­mentos; re­vo­gação das normas gra­vosas da le­gis­lação la­boral».

In­ter­venção e afir­mação

As op­ções atrás re­fe­ridas cons­ti­tuem, para o PCP, ob­jec­tivos de de­sen­vol­vi­mento que o País deve as­sumir, de­vendo por isso estar pre­sentes na ela­bo­ração do Or­ça­mento do Es­tado. A estas de­verão acrescer ou­tras, que con­subs­tan­ciem uma «es­tra­tégia de de­sen­vol­vi­mento so­be­rano que as­se­gure um Por­tugal com fu­turo». A di­na­mi­zação do apa­relho pro­du­tivo, através da adopção de uma po­lí­tica de Es­tado que subs­titua im­por­ta­ções por pro­dução na­ci­onal, pro­mova a rein­dus­tri­a­li­zação do País, apro­veite as po­ten­ci­a­li­dades exis­tentes na agri­cul­tura e nas pescas, di­ver­si­fique a ac­ti­vi­dade eco­nó­mica e as re­la­ções com o ex­te­rior, são eixos fun­da­men­tais deste rumo.

Pa­ra­le­la­mente à cam­panha pela va­lo­ri­zação do sa­lário mí­nimo na­ci­onal, o PCP re­a­liza nos dias 26, 27 e 28 uma jor­nada na­ci­onal de in­for­mação e con­tacto com os tra­ba­lha­dores e a po­pu­lação re­la­tiva aos avanços ve­ri­fi­cados na nova fase da vida po­lí­tica na­ci­onal, às me­didas ne­ces­sá­rias para ir mais longe na de­fesa, re­po­sição e con­quista de di­reitos e à afir­mação da po­lí­tica pa­trió­tica e de es­querda, e dá se­gui­mento à acção de com­bate à pre­ca­ri­e­dade e às ini­ci­a­tivas em torno das ques­tões da pro­dução, do em­prego e da so­be­rania.




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