Guerra de sanções entre EUA e Rússia

TENSÃO O Congresso dos Estados Unidos votou mais sanções contra empresas e cidadãos da Rússia e o presidente Trump deve aprová-las. Moscovo respondeu com a expulsão de diplomatas norte-americanos.

Sanções dos EUA podem atingir empresas da União Europeia

LUSA

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O Senado norte-americano aprovou um projecto de lei que prevê novas sanções contra a Rússia, assim como contra o Irão e a Coreia do Norte. Antes, a Câmara dos Representantes, também dominada pelo Partido Republicano, já tinha votado favoravelmente. O presidente Donald Trump terá de promulgar ou vetar a legislação, mas a Casa Branca indicou que ela será aprovada.

As sanções unilaterais são dirigidas contra os sectores energético e financeiro da Rússia, contra pessoas que Washington considera suspeitas de lançar ciber-ataques e contra empresas acusadas de fornecer armas à Síria.

A adopção de novas medidas anti-russas mereceu críticas no seio da União Europeia, já que as sanções poderão afectar empresas europeias – sobretudo do sector do gás, que a Rússia fornece à Alemanha e a outros países. O governo alemão fez saber que as sanções «não devem ter como objectivo a indústria europeia» e o partido Die Linke considerou que «as sanções extraterritoriais dos EUA requerem contra-medidas de Bruxelas e da Alemanha». Para a França, as sanções podem ser «ilegais» e a Áustria entende que elas são motivadas por interesses económicos próprios estado-unidenses.

A resposta da Rússia contra as sanções aprovadas pelo Congresso norte-americano foi imediata, segundo a televisão Russia Today.

Moscovo comunicou a Washington que tem até 1 de Setembro para reduzir os diplomatas estado-unidenses na Rússia para 455 pessoas, o que corresponde exactamente ao número de diplomatas e pessoal técnico russo que trabalha nos EUA. Na prática, trata-se da expulsão de 755 diplomatas norte-americanos.

O presidente russo, Vladímir Putin, comentou que a Rússia é paciente mas que não pode tolerar provocações ao país.




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