Centrais espanholas rompem negociações sobre acordo salarial
As duas principais centrais sindicais de Espanha, CCOO e UGT, romperam, dia 27, as negociações com as organizações patronais sobre um acordo salarial geral, que deveria servir de referência nacional para os acordos colectivos no presente ano.
Na origem da ruptura estão não só divergências relativamente aos valores da actualização, mas sobretudo a recusa do patronato em fazer reflectir nos salários o aumento da inflação (entre 1,5 e 1,9%) e o crescimento da economia (acima dos 3% do PIB).
Os sindicatos propunham aumentos entre 1,8 e três por cento, com a garantia de que, caso a inflação subisse acima das previsões, os trabalhadores seriam devidamente compensados.
Por seu lado, o patronato não foi além de 1,2 a dois por cento para o presente ano, recusando estabelecer qualquer relação entre a inflação e os salários, com o argumento que tal prejudicaria a competitividade das empresas.
Entretanto, a nível sectorial, os sindicatos assinaram três acordos (construção, grande comércio e seguros) com subidas salariais entre 1,9 e 2,5 por cento. No caso dos seguros, o acordo prevê a revisão salarial até ao final do ano em função do comportamento da inflação.